Ativistas Exigem Ação na COP30

Protesto em Belém destaca a urgência por transição justa e financiamento climático.

11/11/2025 às 22:14
Por: Redação
No segundo dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém nesta terça-feira (11), ativistas da Climate Action Network (CAN) protestaram no interior do evento. Eles pedem a criação de um mecanismo multilateral conhecido como Mecanismo de Ação de Belém, para impulsionar a transição justa no combate às mudanças climáticas. A proposta visa coordenar esforços internacionais, criando uma linguagem comum e compartilhando conhecimentos. O objetivo é facilitar o acesso a financiamentos e tecnologias que respeitem os direitos humanos, promovam a equidade e a inclusão. A manifestação ocorreu em um momento de grande expectativa por soluções efetivas nas negociações climáticas. ## Protestos e posicionamentos Kevin Victor Buckland, representante da CAN, destacou que as promessas financeiras feitas anteriormente ainda não foram cumpridas. Segundo Buckland, a alegação dos países ricos de falta de recursos é refutada pelo crescimento do número de milionários e bilionários globalmente. > "O problema não é a falta de recursos — é a falta de justiça", afirma Buckland. A CAN coordena uma rede global de mais de 1,9 mil organizações presentes em mais de 130 países, unidas para combater a crise climática. Durante o protesto, manifestantes exibiam cartazes com mensagens de justiça climática e equidade, buscando pressionar por mudanças reais. ## Desafios e oportunidades Nos bastidores, a presença de lobistas de combustíveis fósseis é vista como um desafio significativo. Buckland ressalta a importância das ações criativas da sociedade civil como forma de dar voz às suas demandas e influenciar as narrativas midiáticas globais. > "Estamos exigindo que aqueles que causaram a crise climática paguem suas dívidas históricas e contribuam financeiramente para a solução", afirma o ativista. Buckland comparou a luta atual a um embate de Davi contra Golias, enfatizando a determinação dos ativistas que participam da conferência. A COP30, realizada na Amazônia, destaca a necessidade urgente de colocar as mudanças climáticas no centro das discussões internacionais. A temática da transição justa é vista como uma oportunidade para enfrentar desigualdades históricas e promover uma economia global mais equitativa. A conferência inclui a discussão de 145 temas prioritários, com foco na transferência de conhecimento e na adaptação climática para mitigar os efeitos dos eventos extremos. Ao longo da COP30, que se estende até 21 de novembro, serão abordados indicadores para proteger comunidades vulneráveis e fortalecer a capacidade dos países em reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

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