Na última quinta-feira (13), o Conselho Monetário Nacional (CMN) tomou uma medida crucial ao aprovar mudanças nas linhas de crédito do Plano Brasil Soberano. Essa decisão busca beneficiar setores impactados pelas tarifas dos EUA, facilitando o acesso ao financiamento emergencial. Em agosto, o CMN havia estabelecido essas linhas de crédito, destinando um total de 30 bilhões de reais por meio da Medida Provisória 1.309. O plano visa manter a liquidez no mercado, preservar a produção e proteger o emprego nas áreas mais afetadas pelo choque tarifário. ### Acesso a Fornecedores Ampliado Uma importante alteração feita pelo CMN foi a inclusão de fornecedores de empresas exportadoras entre os beneficiários. Agora, se pelo menos 1% do faturamento entre julho de 2024 e junho de 2025 provier de vendas para exportadoras, esses fornecedores terão acesso ao crédito. Isso fortalece a cadeia produtiva ao garantir que os efeitos positivos se espalhem por todo o setor exportador. "Enquanto negocia com os EUA, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua atento às necessidades do setor produtivo", declarou o ministro Geraldo Alckmin. Essa medida elimina gargalos nas cadeias produtivas, ampliando os benefícios emergenciais além das exportadoras diretas. A decisão reflete uma estratégia abrangente para minimizar os danos econômicos das tarifas. ### Flexibilidade nos Critérios Outra grande mudança é a redução de 5% para 1% no faturamento mínimo afetado por tarifas dos EUA para que empresas exportadoras possam acessar o financiamento. Essa modificação beneficia especialmente grupos complexos que enfrentavam obstáculos sob os critérios antigos. "Ampliamos o critério de faturamento e aumentamos a abrangência setorial para contemplar também os fornecedores", afirmou Alckmin. As modificações incluem taxas de remuneração ao Fundo de Garantia à Exportação, agora entre 1% e 6% ao ano, dependendo do porte e finalidade do financiamento. O BNDES e outras instituições financeiras gerenciarão as operações. ### Normas Atualizadas As mudanças foram formalizadas em uma portaria conjunta dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, publicada na quarta-feira (12). Essa regulamentação é essencial para aplicar o Plano Brasil Soberano e garantir que as empresas usufruam dos novos critérios. A decisão do CMN, presidida pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad e composta pelo presidente do Banco Central Gabriel Galípolo e a ministra do Planejamento Simone Tebet, resulta de uma estratégia coordenada para fortalecer a economia diante de desafios internacionais.