A preservação e restauração dos corais brasileiros recebeu um novo impulso com o lançamento da Coalizão Corais do Brasil, nesta segunda-feira, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém. A iniciativa é uma colaboração entre diversos setores da sociedade civil e setor privado, liderada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e pelo WWF-Brasil, e busca promover a conservação destes importantes ecossistemas marinhos. O propósito da coalizão é amplificar os impactos das ações de proteção, influenciar políticas públicas e incentivar soluções inovadoras para a conservação dos corais brasileiros. A Fundação Grupo Boticário e o WWF-Brasil visam criar mecanismos de financiamento sustentável, além de destacar o Brasil na agenda global de conservação de corais. #### Metas da Coalizão Entre as metas propostas está a mitigação de ameaças aos recifes de corais, como poluição terrestre, desenvolvimento costeiro desordenado e pesca excessiva. A coalizão também pretende expandir as áreas protegidas e apoiar técnicas inovadoras de restauração, com a meta global de recuperar 30% dos recifes degradados até 2030. A mobilização de recursos públicos e privados para a conservação dos corais é um objetivo central desta iniciativa. > "Queremos ampliar impactos, influenciar políticas públicas, impulsionar soluções inovadoras, criar mecanismos de financiamento sustentáveis e projetar o protagonismo do Brasil na agenda global de conservação de corais", declarou Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário. Os recifes de corais, apesar de ocuparem menos de 0,1% do fundo oceânico, desempenham um papel crítico no ecossistema marinho ao abrigar e alimentar cerca de 25% das espécies marinhas. Essas formações são essenciais também para a economia, gerando ao Brasil até 167 bilhões de reais em serviços de proteção costeira e turismo, conforme estudo realizado em 2023. #### Ameaças e Soluções O aquecimento global e o aumento da temperatura dos oceanos figuram entre as principais ameaças aos recifes de corais. Durante a COP30, estes temas receberam atenção especial. Além disso, regiões como o Nordeste brasileiro já enfrentam problemas, como o branqueamento de corais, devido às ondas de calor marinhas. > Malu Nunes enfatizou a urgência de se agir para proteger os corais: "Uma das principais ameaças para os recifes de corais é o aquecimento do planeta e consequente aumento da temperatura das águas, uma pauta pertinente no contexto da COP30". A coalizão envolve outras instituições brasileiras, como o Instituto Recifes Costeiros (IRCOS), Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil), a Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros Marinhos (CONFREM) e o AquaRIO. Juntas, essas entidades trabalham para unir ciência, direitos comunitários, sustentabilidade e justiça socioambiental.