
Em uma sessão solene realizada nesta quarta-feira, 12 de novembro, o Congresso Nacional prestou homenagem aos quatro policiais mortos durante a Operação Contenção, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, no último dia 28. A cerimônia contou com a presença de familiares e amigos dos policiais militares Heber Carvalho da Fonseca e Clei Serafim Gonçalves, assim como dos policiais civis Rodrigo Velloso Cabral e Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho. O evento também laureou o governador do Rio, Cláudio Castro, e as forças policiais do estado.
A proposta para a homenagem foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que destacou a importância de enaltecer a coragem dos envolvidos na operação, a mais letal já registrada no Brasil. Com 121 mortes, incluindo as dos quatro policiais homenageados, a Operação Contenção superou eventos anteriores em número de fatalidades, como o massacre do Carandiru.
Sustentando a importância de homenagear os envolvidos, Nogueira afirmou que reconhecer a bravura dos policiais civis e militares é essencial para enaltecer seus esforços contra organizações criminosas. Segundo ele, este combate não afeta as comunidades de forma indiscriminada, pois a maioria dos moradores é composta por pessoas inocentes e trabalhadoras.
“E isto não significa aterrorizar comunidades, periferias ou subúrbios, porque sabemos que mais de 90% do povo que vive nestas comunidades é inocente, trabalhador e nosso aliado”.
O deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ), coautor do requerimento, reforçou que a Operação Contenção foi um marco na luta contra a criminalidade no Rio de Janeiro e que é dever do Congresso reconhecer o sacrifício e coragem dos policiais. Luizinho celebrou o protagonismo do estado na defesa da ordem pública em meio a uma realidade desafiadora.
Durante a sua execução, a operação resultou na morte de 117 suspeitos ligados ao crime organizado, além de prever a apreensão de 93 fuzis e a detenção de 113 acusados. Contudo, apenas 20 dos 100 mandados judiciais foram cumpridos. O líder do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, ainda está foragido, mas o governador Cláudio Castro classificou a operação como um sucesso, apesar das críticas de entidades de direitos humanos.
Presente na sessão solene, Castro reforçou que as únicas “vítimas” da operação foram os policiais mortos e feridos em ação, lamentando as perdas.
O governador também criticou as limitações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) às operações em áreas carentes, referindo-se às restrições estabelecidas na ADPF das Favelas, de 2020. A ação resultou na proibição de operações policiais, exceto em casos excepcionais durante a pandemia de covid-19. Castro destacou a necessidade da operação, ressaltando que ela revelou o alinhamento da população em busca de segurança.