COP30: Urgência Climática em Foco

Presidente da conferência destaca impacto do tornado no Paraná como exemplo de crise emergente

10/11/2025 às 17:03
Por: Redação
Na abertura da COP30, realizada nesta segunda-feira (10), o presidente eleito, embaixador André Corrêa do Lago, destacou a urgência de ações para enfrentar a crise climática. Em seu discurso, ele mencionou o tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, causando seis mortes e mais de 750 feridos, como um exemplo dos desastres naturais que impõem essa necessidade premente de ações. Ele foi aclamatório pelos delegados para liderar a conferência, reforçando a importância de integrar ciência, cultura e multilateralismo para alcançar resultados concretos durante o evento. A menção ao desastre no Brasil foi uma forma de sublinhar a urgência do momento, comparando o ocorrido a situações em outras regiões, como Filipinas e Jamaica, que também enfrentaram catástrofes recentes. ### A Importância da Ciência e Multilateralismo Durante seu pronunciamento, o embaixador destacou que esta edição da COP deve ser lembrada pela implementação e adaptação. Ele enfatizou a necessidade de se ouvir a ciência e criar um espaço integrador entre economia, clima e geração de emprego. A expectativa é que a conferência resulte em decisões práticas e eficazes, potencializando a atuação dos países frente a essas questões globais. "A questão da urgência é o elemento adicional, que está tão presente e somos lembrados, com grande tristeza, como, por exemplo, essa semana no Brasil no Paraná", declarou Corrêa do Lago. O embaixador ressaltou a responsabilidade coletiva na mitigação dos danos causados pelas mudanças climáticas. Ele destacou que esta COP deve avançar na integração dos diferentes aspectos que influenciam o clima e promover uma ampla participação de todos os setores da sociedade. ### Financiamento Climático na COP29 A COP30 sucede a conferência realizada em Baku, Azerbaijão, onde Mukhtar Babayev, presidente da COP29, fez um balanço do evento anterior. Entre os resultados, a aprovação de triplicar o financiamento climático para países em desenvolvimento, de 100 bilhões para 300 bilhões de dólares anualmente até 2035, foi uma das principais decisões. Apesar do aumento das metas de financiamento, o montante proposto caiu abaixo do esperado por países em desenvolvimento, que demandam 1,3 trilhão de dólares anuais. A decisão foi vista como um compromisso para ampliar as fontes de recursos públicos e privados, fortalecendo a estrutura de apoio a essas nações. Os esforços se concentram em demonstrar que a construção de novos acordos é essencial para manter os doadores engajados, consolidando a sustentação financeira e garantindo a proteção necessária às populações vulneráveis diante dos impactos climáticos iminentes.

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