CPI Discute Equiparação de Facções a Terrorismo

Relator alerta para possíveis prejuízos às investigações

07/11/2025 às 20:26
Por: Redação
O senador Alessandro Vieira, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, manifestou preocupação sobre a ideia de equiparar facções criminosas ao terrorismo. Segundo ele, essa medida poderia transferir os casos da Justiça estadual para a federal, prejudicando investigações devido à responsabilidade federal sobre o combate ao terrorismo. Vieira destacou que uma mudança desse tipo interromperia o trabalho de anos realizado por especialistas. O senador afirmou que, embora a equiparação em termos de penas seja válida, é crucial manter os cuidados técnicos para não invalidar esforços anteriores. Atualmente licenciado de sua função como delegado da Polícia Civil, Vieira questionou a eficácia das operações conduzidas pelas Forças Armadas, que muitas vezes resultam em efeitos midiáticos sem real impacto. Na CPI, discutir líderes de facções é uma prioridade, mas o relator considera que convocá-los seria contraproducente. Ele ressaltou a necessidade de abordar o crime em várias frentes, incluindo o combate à lavagem de dinheiro. A CPI busca diagnósticos abrangentes das estratégias de segurança pública, apontando falhas no financiamento e planejamento. Vieira defende um plano nacional de segurança que seja financeiramente viável. Ele enfatizou que as facções não se encaixam na definição técnica de terrorismo, geralmente ligado a motivações religiosas ou ideológicas. Por fim, Vieira defende restringir o acesso de armas e drogas e espera que a CPI possa esclarecer o papel das Forças Armadas, além de sugerir ajustes legislativos para proteger a economia legal do crime organizado.

© Copyright 2025 - Três Lagoas News - Todos os direitos reservados