Entre 2017 e 2022, a enfermagem no Brasil registrou um aumento de postos de trabalho, de aproximadamente 1 milhão para 1,5 milhão, conforme dados do Ministério da Saúde. O estudo 'Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil' destaca o aumento expressivo de contratações, especialmente no setor público, que detém 61,9% dos vínculos profissionais. **Expansão durante a pandemia** O auge da pandemia de Covid-19 impulsionou contratações de enfermeiros e técnicos. Entre 2020 e 2022, houve crescimento na demanda por serviços hospitalares e de vacinação. Segundo o ministério, "esse movimento é compatível com a necessidade de ampliação da resposta à pandemia". A atenção primária viu um crescimento de 42% no número de enfermeiros e 77% no de técnicos. **Distribuição regional** Crescimentos foram registrados em todas as regiões, com destaque para o Centro-Oeste (57,3%), Nordeste (46,3%) e Norte (43,8%). O Sudeste, com menor crescimento (34,9%), ainda concentra a maioria dos postos. **SUS e papel dos profissionais** No SUS, enfermeiros, técnicos e auxiliares são cruciais em todos os níveis de atenção à saúde. As jornadas variam de 31 a 40 horas semanais, com salários entre dois e três salários mínimos. **Crescimento do ensino EaD** O estudo revela que o ensino à distância representa 50,3% das vagas para graduação e formação técnica, o que levanta a necessidade de garantir a qualificação destes profissionais no mercado.