Cúpula dos Povos Cobra Participação Popular na COP30

Evento em Belém reúne movimentos sociais globais para debater ação climática e justiça social.

13/11/2025 às 01:08
Por: Redação
A Cúpula dos Povos começou oficialmente nesta quarta-feira, 12 de novembro, com críticas à falta de maior envolvimento popular na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Organizações e movimentos apontam que países e líderes têm se omitido, apresentando soluções insuficientes, o que ameaça a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C, conforme acordado em Paris. O evento, que ocorre na Universidade Federal do Pará, em Belém, reúne cerca de 1.300 participantes de movimentos sociais de todo o mundo e segue até 16 de novembro. Além das críticas à COP30, há um forte apoio à causa palestina. A cúpula foi organizada para oferecer uma resposta concreta à inércia percebida nas discussões oficiais sobre o clima. Movimentação e Manifestos O espaço foi palco de manifestações com bandeiras em defesa das águas, contra a mineração e combustíveis fósseis. Participantes de diversas causas, como ribeirinhos, sem-terra e quilombolas, marcharam com bandeiras palestinas, ecoando apoio à liberdade da Palestina. “Há mais de dois anos decidimos mobilizar a classe trabalhadora em resposta aos desafios da COP,” explicou Ayala Ferreira da organização da cúpula. Na abertura, Ayala destacou a mobilização de mais de 1.300 grupos globais, criando um movimento diversificado e solidário. A expectativa é reunir mais de 30 mil pessoas, trazendo discussões sobre a falta de resultados práticos na COP30. Discussões Paralelas Durante o evento, haverá debates sobre soberania alimentar, transição energética, racismo ambiental e governança participativa. O foco é unir agendas socioambientais, antipatriarcais e anticapitalistas por um futuro sustentável. Ivan González ressaltou a importância da participação popular nas decisões climáticas, enfrentando limitações financeiras e governamentais. Os debates buscam reforçar a construção de tecnologias sociais em resposta às crises do clima. Iniciativas como cozinhas solidárias surgem como soluções para emergências, exemplificando a aliança entre a agroecologia e movimentos sociais. Respostas e Soluções As discussões na cúpula destacam a ineficiência das medidas tomadas pelos países na crise climática. As “falsas soluções” são vistas como agravantes para as desigualdades, especialmente em territórios vulneráveis. A programação também inclui eventos culturais como a Feira dos Povos e Casa das Sabedorias Ancestrais, trazendo apresentações de artistas locais e nacionais.

© Copyright 2025 - Três Lagoas News - Todos os direitos reservados