Em um dia marcado por otimismo no mercado, o dólar comercial caiu significativamente, fechando abaixo de 5,30 reais pela primeira vez desde junho de 2024. A moeda encerrou a terça-feira (11) cotada a 5,273 reais, uma queda de 0,034 reais, ou 0,64%. A mínima registrada ao longo do dia foi de 5,26 reais, com a desvalorização se acentuando após a divulgação da inflação oficial de outubro. A desvalorização do dólar reflete a diminuição contida dos preços, que apresentou a menor alta para o mês de outubro desde 1998, incentivando expectativas de que o Copom possa antecipar a redução da Taxa Selic. Além disso, a confirmação de que a inflação oficial de outubro foi de apenas 0,09% contribuiu para a rápida queda do câmbio e o aumento das especulações econômicas futuras. ## Influências externas e internas O mercado de ações também mostrou forte otimismo, com o índice Ibovespa fechando aos 158.749 pontos, uma alta de 1,6%. Este é o 12º recorde consecutivo registrado pelo indicador, marcando a 15ª alta seguida, equivalente à maior sequência positiva desde o final de 1993 e início de 1994. > Na mínima do dia, o dólar chegou a 5,26 reais, marcando um ponto de virada relevante. O cenário internacional também pesou no movimento do mercado, com o progresso nas votações que visam terminar com o shutdown nos Estados Unidos pressionando ainda mais o dólar globalmente. Esse cenário, aliado à inflação abaixo do esperado, impacta diretamente as estratégias dos investidores brasileiros e internacionais. ## Expectativas para a política monetária As mudanças no panorama econômico aumentam as chances de revisão na política de juros do Banco Central. A ata da última reunião do Copom, divulgada recentemente, mostrou otimismo quanto à convergência da inflação à meta, com a Selic mantida em 15% ao ano, mesmo após a reforma do Imposto de Renda. > O documento do Copom destacou que a política atual deverá garantir a convergência inflacionária desejada. Com juros mais baixos, espera-se uma migração significativa dos investimentos de renda fixa para a bolsa de valores, estimulando ainda mais o mercado. A perspectiva de continuidade nos bons resultados financeiros pode fortalecer ainda mais os índices nos próximos meses, favorecendo uma retomada econômica sólida e sustentável.