Ex-presidente do INSS Acusado de Receber Propina

Esquema envolvia fraudes em benefícios de aposentados, diz PF

13/11/2025 às 22:38
Por: Redação
A Polícia Federal revelou que Alessandro Stefanutto, ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), recebia propinas mensais de 250 mil reais. Esse esquema estava relacionado a descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas. O relatório de investigação que fundamentou a ação da Polícia resultou na operação desta quinta-feira (13), denominada nova fase da Operação Sem Desconto. A suspeita é de que Stefanutto usava seu cargo para facilitar tais fraudes. ## Esquema de propina Segundo as investigações, Stefanutto tinha ligações com a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) e utilizava empresas de fachada, como uma pizzaria, uma imobiliária e um escritório de advocacia, para receber os pagamentos ilícitos. > “Em troca de sua influência, Stefanutto recebia propinas recorrentes, utilizando diversas empresas de fachada para ocultar os valores”, afirmou a Polícia Federal. A PF destacou que Stefanutto, antes de sua nomeação como presidente do INSS, já atuava como procurador do órgão, o que lhe conferiu um conhecimento estratégico para facilitar o esquema de corrupção. ## Facilitação e proteção O ex-presidente garantiu juridicamente a celebração do ACT da Conafer em 2017 e posteriormente blindou o esquema ao assumir a presidência, o que resultou no aumento da propina mensal, conforme relatado pela PF. Essa prática facilitou a continuidade das fraudes em larga escala. > “O pagamento de valores indevidos aos altos gestores do INSS era necessário para manter a fraude, que envolvia mais de 600 mil vítimas”, constou no relatório. A investigação destacou a amplitude do esquema, que gerava inúmeras reclamações judiciais e administrativas, reforçando a necessidade de cooptação dos gestores para manter a operação ilícita. ## Resposta da defesa Frente às acusações, a defesa de Alessandro Stefanutto afirmou não ter acesso ao conteúdo da decisão judicial que levou à prisão, classificando-a como ilegal. > “Stefanutto está colaborando desde o início com a investigação e a prisão é avaliada como injusta”, defendem os advogados. A Confederação Nacional dos Agricultores Familiares se declarou disposta a colaborar com as investigações, defendendo a presunção de inocência até que haja decisão judicial definitiva. A entidade reafirma sua confiança nas instituições e exige o respeito aos direitos dos investigados.

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