Na COP30 em Belém, os extrativistas estão se destacando ao trazerem suas demandas para o centro das discussões climáticas. Em uma marcha significativa, essas comunidades tradicionais pedem maior reconhecimento nas políticas voltadas para o meio ambiente. As reservas extrativistas no Brasil, que protegem milhões de hectares de florestas, são fundamentais, não apenas para a conservação da biodiversidade, mas também para a subsistência das populações locais que delas dependem diretamente. O movimento é significativo, pois coloca em destaque a importância do papel das comunidades na preservação ambiental. Os extrativistas, que vivem da coleta sustentável de produtos como castanhas e látex, buscam maior visibilidade nos debates sobre clima, evidenciando a eficiência de seus métodos tradicionais para a conservação da floresta. Durante os eventos na COP30, o ato denominado 'Porangaço dos Povos da Floresta' chamou a atenção para o urgente reconhecimento e inclusão dessas comunidades nas políticas ambientais globais. Essa mobilização não só busca garantir a proteção de suas terras e modos de vida, mas também reforça a mensagem de que a interação respeitosa com o ambiente natural é crucial para enfrentar os desafios climáticos.