
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram uma operação nesta quinta-feira (13) para investigar o ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, José Carlos Oliveira, agora chamado de Ahmed Mohamad Oliveira, juntamente com dois deputados. Os suspeitos estariam envolvidos na cobrança irregular de mensalidades de aposentados e pensionistas.
José Carlos Oliveira foi presidente do INSS entre novembro de 2021 e março de 2022 e assumiu o ministério até o fim do governo Bolsonaro, em 2022. A operação 'Sem Desconto' foi autorizada pelo STF e investiga fraudes no sistema do INSS. Deputados Euclydes Pettersen Neto e Edson Cunha de Araújo também são alvos, acusados de venda e envolvimento com associações investigadas.
Os mandados autorizam buscas e apreensões em várias unidades da federação, como Minas Gerais, Maranhão e o Distrito Federal. A operação conta com 63 mandados de busca e apreensão, e 10 prisões preventivas foram decretadas. Os investigadores afirmam que estão apurando crimes como corrupção ativa e passiva, estelionato previdenciário e outros relacionados à operação.
“Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, além da formação de organização criminosa”, informou a PF.
Os deputados tiveram mandados expedidos para suas residências e escritórios devido ao suposto envolvimento em transações financeiras e administrativas ilegais. A defesa dos acusados ainda não se pronunciou publicamente, mas os advogados de Alessandro Stefanutto, também investigado, questionam a legalidade dos procedimentos.
A operação reflete preocupações sobre a integridade dos sistemas previdenciários do país, ressaltando reações contundentes do meio político sobre a necessidade de reformas mais rígidas e controles internos mais robustos. Os impactos incluem debates sobre transparência e a eficiência fiscal na administração pública.
A defesa alega que Stefanutto "não tem causado embaraços" e se manifesta confiante de sua inocência.
Além dos mandatos estaduais, a amplitude da operação envolve também as regiões nordeste e sul, destacando a magnitude das ações suspeitas. As consequências judiciais podem incluir penalidades severas para os envolvidos, assim como mudanças estruturais nos procedimentos de controle e compliance do INSS e de outras entidades governamentais.