O Tropical Forest Forever Facility (TFFF), conhecido no Brasil como Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, surgiu como uma proposta inovadora de financiamento ambiental. Combinando fundos públicos e privados, a iniciativa visa apoiar países com florestas tropicais, como Brasil, Colômbia, Peru, Indonésia, República Democrática do Congo e Gana, que se comprometem com a conservação dessas áreas verdes. Os recursos são destinados aos países que demonstrarem eficácia na recuperação e conservação das florestas, fazendo uso de imagens de satélite para verificar se os níveis de desmatamento estão controlados. Caso contrário, deduções são aplicadas por hectare desmatado ou degradado. Esse modelo enfatiza o papel crucial das florestas tropicais na regulação climática global, destacando sua importância para o fornecimento de água e manutenção da biodiversidade. Por isso, o fundo prevê compensação financeira às nações que conseguirem preservar suas florestas intactas, beneficiando o planeta como um todo. Anunciado por Luiz Inácio Lula da Silva na COP 28, em Dubai, o fundo será formalmente lançado na COP30, em Belém. O Brasil já contribuiu com um bilhão de dólares durante uma reunião na ONU, em Nova York, enquanto outros países como Noruega, Indonésia, e França também anunciaram suas doações, levando o total arrecadado para mais de cinco bilhões de dólares. A administração do fundo conta com a participação ativa de populações indígenas e comunidades locais, responsáveis pela proteção florestal, com pelo menos 20% dos fundos nacionais destinados a essas populações. Estima-se que o TFFF possa captar 25 bilhões de dólares na COP20, alcançando até 125 bilhões de dólares com incentivo à iniciativa privada, equivalendo a multiplicar por três ou quatro vezes os atuais orçamentos dos ministérios do Meio Ambiente dos principais países. O apoio ao TFFF não está restrito às nações com florestas tropicais, com Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido como potenciais investidores. O modelo busca resultados concretos, recompensando florestas mantidas de pé, o que pode transformar políticas nacionais de preservação ambiental.