O governador do Maranhão, Carlos Brandão, sugeriu a criação de um fundo internacional para que grandes empresas poluidoras contribuam com projetos de sustentabilidade em regiões menos desenvolvidas. Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, Brandão destacou a necessidade de financiar o meio ambiente, enfatizando que esse esforço deve incluir empresas de países ricos. Brandão afirmou que indústrias poluidoras devem destinar uma parte de seus lucros para esse fundo, evitando que encontros como os da COP se tornem meros debates ineficazes. Ele ainda mencionou que tal iniciativa poderia apoiar projetos ambientais já existentes e fomentar novos empreendimentos. **Propostas para preservação ambiental** A proposta de Brandão prevê a utilização desses recursos para projetos bem-sucedidos. Segundo ele, empresas que lucram com gás, carvão e petróleo devem contribuir para reverter danos ambientais. O governador participou do evento apresentando iniciativas locais do Maranhão, como a primeira universidade indígena do Brasil, projetada com o Instituto Tukán. "As indústrias poluidoras têm que financiar um percentual do faturamento para um fundo de preservação do meio ambiente", afirmou Brandão. A universidade será instalada na Terra Indígena Araribóia, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão, e oferecerá currículos que respeitem a identidade dos saberes indígenas, além de promover integração entre diferentes comunidades. **Iniciativas e financiamentos adicionais** Na COP30, Brandão também firmou um acordo de cem milhões de dólares com a empresa suíça Mercúria para a recuperação de áreas degradadas no Maranhão, usando recursos oriundos de compensações ambientais. O programa abrangerá municípios como São Bento, Santa Luzia e Barra do Corda. "Em vez de estar multando as empresas, a gente negocia para que façam algum investimento na área ambiental", pontuou o governador. Complementando essas ações, Brandão anunciou a criação de parques ecológicos e ações de prevenção a queimadas. Com apoio do governo canadense, o Maranhão receberá quinze milhões de reais para um projeto de regularização fundiária. O estado entregou cerca de 18.500 títulos fundiários de 2022 a 2025, beneficiando comunidades tradicionais. Ainda assim, enfrenta desafios significativos, sendo responsável por 21,6% das ameaças de morte em conflitos de terra no Brasil, conforme relatório da Pastoral da Terra de 2024.