IBGE Atualiza Limites de Biomas

Cerrado Expande e Mata Atlântica Encolhe em Análise Técnica

18/11/2025 às 16:35
Por: Redação
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os limites dos biomas Cerrado e Mata Atlântica nos estados de Minas Gerais e São Paulo. O anúncio, feito nesta terça-feira (18), revela que o Cerrado teve um aumento de 1,8% em sua área, enquanto a Mata Atlântica sofreu uma redução de 1%. Essas mudanças foram baseadas em critérios técnicos, conforme destacou o IBGE, e não se referem a desmatamentos ou reflorestamentos. Os critérios considerados incluíram clima, geologia, geomorfologia, pedologia e vegetação, focando principalmente em áreas de contato entre florestas estacionais e savanas. Detalhes da Revisão O estudo identificou que as alterações cobrem cerca de 19.869 quilômetros quadrados do território brasileiro, sendo 816 km² localizados em Minas Gerais e 19.053 km² em São Paulo. A revisão não avaliou outros biomas, trazendo o foco exclusivo para o Cerrado e a Mata Atlântica nesta fase. "A maior parte das alterações ocorreu nas áreas de contato entre vegetações de florestas estacionais e savanas", informou o IBGE. Em Minas Gerais, a revisão resultou na expansão da área de Mata Atlântica ao redor de Belo Horizonte, incluindo agora toda a capital mineira e partes ao norte. O Cerrado, por sua vez, teve uma expansão notável no centro-norte de São Paulo, estado que implementa leis de proteção do bioma desde 2009. Contexto Adicional A revisão abrangente incluiu também as regiões do nordeste paulista, parte do Triângulo Mineiro e a Serra do Espinhaço. Municípios como Sacramento, Uberaba, Fronteira, Planura e São Sebastião do Paraíso em Minas Gerais, e cidades como Franca, Barretos, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto em São Paulo foram afetados pelas mudanças. Especialistas integraram dados variados para realizar as revisões, com expedições de campo nas áreas demandadas e questionadas por entidades diversas. Desde 2019, quando o IBGE lançou a publicação "Biomas e Sistema Costeiro Marinho do Brasil", as revisões visam ajustar o mapeamento territorial à nova escala de 1 para 250 mil, tornando o trabalho mais preciso. Esse processo incluiu cinco expedições para verificar limites e adequar as áreas dos biomas de forma precisa e detalhada.

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