
O Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF) sofreu uma invasão seguida de vandalismo na madrugada da última sexta-feira, dia 14. Criminosos forçaram portas e vitrines da sede, localizada em Brasília, e levaram parte significativa da coleção de moedas, comendas e objetos históricos, incluindo itens ligados à inauguração da capital federal e à trajetória de seus pioneiros, como o ex-presidente Juscelino Kubitschek.
Entre os objetos furtados, destacou-se um teodolito pertencente ao engenheiro Joffre Mozart Parada, crucial para o cálculo das coordenadas da nova capital. José Teodoro Mendes, presidente do IHGDF, ressaltou o impacto significativo para a memória da cidade, devido ao valor histórico das peças subtraídas.
O instituto encara desafios adicionais, já enfrentando dificuldades financeiras para manter suas atividades. As peças furtadas eram "memória viva de Brasília", comprometendo não só o patrimônio cultural, mas também atividades educativas que anualmente atendem cerca de 6 mil estudantes.
"Foram levadas peças importantes, moedas raras e comendas recebidas por pioneiros. É uma pena, porque isso é memória de Brasília", afirmou Mendes.
Mendes explicitou a exacerbação da vulnerabilidade em meio à "penúria" vivida pela organização, que depende de doações para sua manutenção e vigilância.
Um boletim de ocorrência sobre o furto foi registrado pelo instituto. A Agência Brasil questionou a Polícia Militar sobre o possível reforço no policiamento da região, mas ainda não obteve resposta, revelando desafios enfrentados pelas instituições culturais para preservar seus acervos com limitações econômicas e estruturais.
Mendes destacou a insegurança diária enfrentada pelo IHGDF, salientando a necessidade urgente de apoio financeiro e segurança.
O instituto buscará colaborações para recompor o acervo e melhorar a segurança, ilustrando uma realidade crítica enfrentada por muitos centros culturais.