
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta terça-feira (28) que a defesa de Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais de Jair Bolsonaro, esclareça a interrupção do sinal da tornozeleira eletrônica usada por ele.
A Polícia Penal do Paraná reportou que o GPS do dispositivo esteve inativo por uma hora no dia 23 de outubro, entre 17h50 e 18h53.
O ministro deu um prazo de cinco dias para que os advogados apresentem os esclarecimentos necessários.
“Intimem-se os advogados regularmente constituídos por Filipe Garcia Martins Pereira para prestar esclarecimentos sobre o descumprimento das medidas cautelares impostas, no prazo máximo de cinco dias, sob pena de decretação imediata da prisão do réu”, decidiu o ministro.
Martins é um dos réus envolvidos no Núcleo 2 da trama golpista no governo do ex-presidente, respondendo ao processo em liberdade, mas monitorado por tornozeleira eletrônica.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou o ex-assessor como um dos elaboradores da minuta de golpe de Estado que foi circulada no fim do governo Bolsonaro.