Jovens demandam participação na COP30 para futuro sustentável

Adolescentes buscam integrar decisões climáticas, destacando falhas passadas

11/11/2025 às 22:48
Por: Redação

Em Belém, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) reúne líderes mundiais, mas é o movimento COP das Crianças que busca destacar a voz dos jovens nas discussões. Com uma previsão alarmante da ONU de que 6 milhões de crianças e jovens na América Latina podem cair na pobreza devido às mudanças climáticas, a participação juvenil se posiciona como essencial na agenda do evento.

Organizado para amplificar as preocupações dos mais jovens, o movimento visa pressionar por decisões que assegurem um futuro habitável, enfrentando desafios significativos impostos pelas gerações anteriores. A jovem Catarina Lorenzo, de 18 anos, argumenta que suas vozes são essenciais nas negociações, já que, segundo ela, medidas necessárias não foram implementadas anteriormente.

Jovens clamam por escuta ativa

A demanda por escuta ativa é refletida em reuniões onde jovens como Taíssa Kampeba, uma indígena de 14 anos, expõem suas preocupações sobre as soluções climáticas. Ela defende a percepção única das crianças, distinta da dos adultos, na busca por soluções inovadoras e eficazes.

"Se a gente pudesse participar de uma mesa de negociação com autoridades e eles nos escutassem, seria muito maravilhoso", afirma Taíssa, destacando a importância de agirem como protagonistas nas discussões.

Muitas dessas vozes são apoiadas por adultos, pais e mães que reconhecem o momento crítico. Catarina Nefertari, do movimento Amazônia de Pé e mãe de uma jovem de 10 anos, enfatiza a importância histórica da COP das Crianças, afirmando ser crucial ver seus filhos como agentes de mudança.

Papel crucial das novas gerações

Com a expectativa de um encontro estratégico entre as crianças e os negociadores, nos dias seguintes, espera-se que as preocupações da juventude sejam incorporadas nas políticas climáticas. Catarina Nefertari ressalta que isso não é apenas sobre sensibilizar autoridades, mas assegurar que as decisões considerem a perspectiva das gerações futuras.

"É histórico ter uma COP das Criança, super importante que elas sejam porta-vozes de tudo que têm para falar", defende Catarina, apelando para a responsabilidade intergeracional nas medidas adotadas.

Em um cenário climático urgente, os jovens estão determinados a manter os responsáveis por suas ações, ou a falta delas, respondendo pela crise ambiental. Encontros planejados durante a conferência prometem influenciar estratégias que possam finalmente mitigar o aquecimento global de forma eficaz.

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