
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (18), da inauguração da ponte sobre o Rio Araguaia. A nova estrutura conecta Xambioá, no Tocantins, a São Geraldo do Araguaia, no Pará, e faz parte de um projeto iniciado no governo de Dilma Rousseff. Lula destacou a importância de dar continuidade a obras iniciadas em gestões anteriores, reforçando seu compromisso com o progresso do país.
Com 2.010 metros de extensão, a ponte substitui a atual travessia por balsa, que pode custar mais de 300 reais por viagem. A obra, que custou um total de 232,3 milhões de reais, recebeu 28,8 milhões de reais do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A nova estrutura promete fortalecer a logística e o desenvolvimento socioeconômico do Norte do Brasil.
Além de contribuir para a segurança dos habitantes da região, a ponte vai potencializar o corredor de transporte da BR-153, viabilizando o escoamento da produção agropecuária e industrial local. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já planeja a implantação de um sistema de iluminação pública, cuja licitação está prevista para o primeiro semestre de 2026.
"A gente não precisa ter nenhuma obra parada. Não importa quem começou. O que importa é que, se a obra for importante, o povo precisa daquela obra", afirmou Lula.
Durante o seu discurso, Lula reconheceu o sacrifício dos usuários de balsa e a importância desta no transporte, mas reforçou a obrigação do Estado em oferecer soluções mais eficazes para a população. "Seria injusto apenas criticar a balsa sem reconhecer sua importância quando o Estado não cumpria com sua função", disse.
Lula também abordou a COP30, que ocorreu em Belém, criticando a posição do primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz. "O Pará saiu do anonimato neste país. Hoje, o mundo sabe que existe o estado do Pará e a cidade de Belém, que é pobre, mas tem um povo generoso", declarou. O evento enfrentou críticas sobre os altos preços dos serviços, mas Lula enfatizou a importância de mostrar a cultura e a hospitalidade do Pará.
"O primeiro-ministro da Alemanha se queixou: ‘eu fui no Pará, mas voltei logo porque gosto mesmo é de Berlim’. Ele devia ter ficado para conhecer melhor o Pará", concluiu Lula.
A decisão de sediar o evento na Amazônia foi reafirmada, destacando a escolha por levar a conferência a uma região frequentemente esquecida, mas essencial na luta contra as mudanças climáticas. "Muitos não queriam que a COP fosse realizada no Pará, mas agora todos sabem sobre a riqueza e importância deste local", reforçou o presidente.