Mais de 90 palestinos mortos em bombardeios israelenses

Relatos indicam mortes de crianças e mulheres em meio aos ataques recentes.

29/10/2025 às 14:24
Por: Redação

Conflito Escalado

O Exército de Israel anunciou nesta quarta-feira (29) o restabelecimento do cessar-fogo na Faixa de Gaza, mesmo após uma série de ataques que atingiram dezenas de alvos terroristas, conforme declarado por autoridades militares israelenses. "De acordo com a orientação do governo, após uma série de ataques que atingiram dezenas de alvos e neutralizaram terroristas em resposta às violações do Hamas, o Exército retomou a aplicação do cessar-fogo", afirma o comunicado militar israelense.

As forças israelenses informaram que atacaram "30 terroristas que ocupavam posições de comando em organizações" baseadas no território palestino, visando enfraquecer as capacidades operacionais do Hamas. Apesar disso, as autoridades afirmaram que continuarão respeitando o cessar-fogo, mas enfatizaram que responderão de maneira firme a qualquer violação do tratado.

Vítimas e Destruição

Pelo menos 91 palestinos, incluindo 24 crianças e sete mulheres, perderam a vida entre a tarde de terça-feira (28) e o presente momento devido aos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, segundo fontes médicas e da Defesa Civil do enclave. A série de ataques violentos começou após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusar o Hamas de violar um cessar-fogo que estava em vigor por mais de duas semanas.

Os alvos dos ataques variaram, atingindo residências, escolas e prédios residenciais em Gaza, Beit Lahia, Bureij e Nuseirat no centro, assim como Khan Younis no sul. A devastação é vista em vários pontos do território e o temor é que mais vítimas possam ser encontradas nos escombros, segundo a Defesa Civil local.

Reações e Acusações

O ministro israelense da Defesa apontou o Hamas como responsável por um ataque no sul de Gaza, que resultou na morte de um soldado israelense, violando os termos de um acordo prévio sobre a devolução dos corpos dos reféns mortos. No entanto, o Hamas rejeitou veementemente essas alegações, considerando-as como "infundadas", e acusou Israel de fabricar pretextos para justificar novas agressões.

A situação intensificou o debate internacional, com líderes mundiais pedindo moderação e retorno às negociações de paz. O presidente norte-americano, Donald Trump, repetiu que "nada" ameaçará o atual acordo de cessar-fogo mediado por EUA, Egito, Catar e Turquia. As tensões continuam, embora esforços ainda sejam feitos para garantir a segurança e a paz na região, em um cenário de crescente oposição e desconfiança mútua entre as partes envolvidas.

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