Mato Grosso do Sul se destaca no cenário nacional de saneamento básico

Estado avança com eficiência, superando metas do Marco Legal do Saneamento Básico

12/11/2025 às 19:32
Por: Redação
Enquanto o Brasil enfrenta dificuldades para universalizar o saneamento básico, Mato Grosso do Sul se destaca pela gestão eficaz e pela eficiência em suas ações. O Estado já atingiu 72,34% de cobertura de esgoto, um índice muito superior à média do país, como resultado dos investimentos contínuos realizados pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul). O Estado, que já universalizou o sistema de abastecimento de água tratada, está entre as poucas exceções no atraso do saneamento básico nacional. A PPP (Parceria Público-Privada) com a Ambiental MS Pantanal tem contribuído para as obras em andamento, apostando na melhoria da infraestrutura de saneamento. O governador Eduardo Riedel estabeleceu a meta de antecipar em dois anos as metas nacionais do novo Marco Legal do Saneamento, que exige 99% de cobertura de água potável e 90% de esgotamento sanitário até 2033. O planejamento para Mato Grosso do Sul é concluir esses objetivos em 2031, destacando o Estado como exemplo nacional em sustentabilidade. Renato Marcílio, diretor-presidente da Sanesul, enfatiza que os avanços são frutos de políticas públicas estruturadas e um planejamento de longo prazo. Ele credita o progresso ao apoio governamental e ao planejamento estratégico, que permitem a aceleração das obras e a ampliação das redes, garantindo melhoria na qualidade de vida da população. ## Desafios nacionais contrastam com progresso estadual O cenário nacional, por outro lado, é ilustrado por pouca evolução. Segundo o Instituto Trata Brasil, os dados do "Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil – 2025" mostram que, mesmo após cinco anos da implementação do marco, os indicadores não tiveram avanços expressivos. Atualmente, 34 milhões de brasileiros ainda carecem de água tratada, enquanto mais de 90 milhões vivem sem acesso à coleta e tratamento de esgoto. Estes números revelam retrocessos em alguns setores. O acesso à água caiu 0,5 ponto percentual, passando de 83,6% em 2019 para 83,1% em 2023. A melhoria no acesso à coleta de esgoto foi modesta, subindo de 53,2% para 55,2%, enquanto o tratamento de esgoto subiu de 46,3% para 51,8%, o que ainda está aquém das metas estabelecidas. ## Avanço conjunto com resultados expressivos em MS Apesar das dificuldades nacionais apontadas pelo Instituto Trata Brasil, que ressalta ser o período de cinco anos insuficiente para medir resultados estruturalmente significativos, Mato Grosso do Sul continua a progredir graças ao planejamento eficaz e à antecipação de metas. Entre os municípios de destaque pelo excelente índice de cobertura de esgoto estão: - Dourados (88,66%) - Brasilândia (99%) - Ribas do Rio Pardo (91,92%) - Santa Rita do Pardo (99%) - Três Lagoas (99%) - Alcinópolis (99%) - Bonito (99%) - Caracol (99%) - Porto Murtinho (92,22%) - Japorã (99%) - Tacuru (95,5%) - Antônio João (91,78%) - Laguna Carapã (99%) - Paranhos (99%) - Ponta Porã (99%) - Angélica (94,13%) - Batayporã (98,27%) - Jateí (91,33%) - Novo Horizonte do Sul (94,35%) - Chapadão do Sul (92%) - Paranaíba (99%) - Bodoquena (92,64%) - Dois Irmãos do Buriti (96,78%) Estes dados reforçam o compromisso de Mato Grosso do Sul com a universalização do saneamento e a sustentabilidade ambiental, consolidando o Estado como um caso de sucesso nas políticas públicas do setor.

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