No terceiro trimestre de 2025, dez estados do Brasil e o Distrito Federal registraram as menores taxas de desemprego desde 2012, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este marco envolve as regiões da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins. Os números são parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, que foi divulgada recentemente no Rio de Janeiro. Enquanto o índice nacional também atingiu sua menor marca, com 5,6%, estados como Santa Catarina e Mato Grosso destacaram-se por ter a menor taxa de desocupação no país, com 2,3%. ## Dados da Pesquisa A pesquisa do IBGE avalia o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais. Inclui todos os tipos de ocupação, desde empregos formais até trabalhos temporários e autônomos. De acordo com o instituto, para ser considerado desocupado, o indivíduo deve ter buscado ativamente por uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa, que abrange 211 mil domicílios em todo o país. > "Apesar de Santa Catarina não ter registrado a menor taxa histórica, seu desemprego é atualmente um dos mais baixos, em 2,3%", destaca a análise. As taxas de desocupação variaram, com Santa Catarina e Mato Grosso no topo da lista dos menores índices. A taxa mais elevada foi registrada em Pernambuco, com 10%. Essas variações refletem diferentes estruturas econômicas regionais e níveis de urbanização. ## Estruturas Econômicas Regionais William Kratochwill, analista da pesquisa, explicou que os estados com baixo desemprego apresentam diferenças estruturais significativas. Segundo ele, a economia diversificada e o setor industrial robusto são fatores-chave para Santa Catarina alcançar baixas taxas de desocupação. > "A economia variada e um setor industrial forte são fundamentais para essas regiões terem desemprego reduzido", explicou o analista. No entanto, o Nordeste, apesar de seus esforços, ainda luta com desafios econômicos, como menor desenvolvimento e qualificação profissional insuficiente, dificultando o crescimento econômico da região. ## Empregos Formais e Informais A pesquisa também destacou que oito estados possuem percentuais de empregados com carteira assinada superiores à média nacional de 74,4%. Destaques incluem Santa Catarina e São Paulo, com índices de 88% e 82,8%, respectivamente. Em contrapartida, sete estados, incluindo Maranhão e Piauí, não alcançam 60% de empregos formais. > "A diferença na formalidade do emprego reflete as políticas locais e a dinâmica econômica das regiões", afirmou o estudo. Essa disparidade acentua os desafios enfrentados pelas regiões em fomentar empregos formais e elevar a formação profissional adequada às necessidades do mercado.