Ministros Buscam Consenso na COP30

Conferência intensifica negociações sobre financiamento e adaptação climática

17/11/2025 às 16:23
Por: Redação
Na reta final da COP30, as negociações intensificam-se com a presença de cerca de 160 ministros e outros representantes de alto escalão dos países participantes. A plenária de alto nível, que começou nesta segunda-feira (17), visa alcançar consenso em temas cruciais como o financiamento para ações climáticas, critérios de adaptação e métodos de implementação e monitoramento das metas de redução de gases responsáveis pelo aquecimento global. Os debates, abertos pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ocorrem em um contexto político, onde autoridades como ministros do meio ambiente têm potencial para definir acordos. Na abertura, Alckmin destacou a urgência de ações concretas: "O tempo das promessas já passou. Cada grau adicional no aquecimento global representa riscos para vidas, desigualdade crescente e prejuízos para os menos responsáveis pelo problema." Esta COP está focada na ação concreta. "Esta COP deve marcar o início de uma década de aceleração e entrega," disse Alckmin, indicando que é o momento de transformar discursos em ações. As negociações registraram avanços em muitos dos 145 itens da agenda, com a expectativa de resolver questões como adaptação, transição justa e financiamento climático. À medida que as negociações passam do nível técnico para o político, intensificam-se as discussões, afirma um boletim da organização da COP. A segunda semana da conferência foca na integração da natureza às ações climáticas, enfatizando a proteção das florestas, os direitos dos povos indígenas e soluções naturais como pilares para o progresso global. Novas abordagens e desafios incluem até 100 indicadores de adaptação climática, abrangendo dimensões nacionais, temáticas e de implementação. Os papéis e lideranças dos povos indígenas também são debatidos, especialmente em termos de como a governança indígena pode reforçar os novos mecanismos de financiamento climático. Avanços foram feitos em temas previamente sem consenso: criação de planos para eliminar combustíveis fósseis e alcançar o desmatamento zero. O financiamento climático continua a ser um ponto crítico, com previsões de debates para destravar consenso sobre fontes de recursos. O Artigo 9.1 do Acordo de Paris destaca que países desenvolvidos devem fornecer suporte financeiro às nações em desenvolvimento para mitigar emissões e promover adaptação climática. No encontro anterior, na COP29 em Baku, foram destinados 300 bilhões de dólares anuais ao financiamento climático, cifra vista como insuficiente. As propostas para mobilizar até 1,3 trilhões de dólares anuais seguem incertas, mas são consideradas fundamentais por países em desenvolvimento para implementar estratégias de enfrentamento à emergência climática.

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