
O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) a prisão do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão ocorre após a revelação de que o parlamentar foi visto em Miami, nos Estados Unidos, informação confirmada pelo site PlatôBR. Ramagem foi filmado entrando em um condomínio na cidade norte-americana.
A decisão judicial foi emitida em meio a uma série de questionamentos sobre o paradeiro de Ramagem. A Câmara dos Deputados afirmou não ter sido notificada sobre a saída do parlamentar do Brasil, nem autorizou qualquer missão oficial no exterior. Nos registros, o deputado apresentou atestados médicos referentes aos períodos entre 9 de setembro e 8 de outubro, e 13 de outubro a 12 de dezembro.
Ramagem, que foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, encontra-se atualmente condenado a 16 anos de prisão no caso da trama golpista, embora recorra da sentença em liberdade. Como parte do processo, ele foi proibido por Moraes de deixar o país e teve todos os seus passaportes recolhidos.
"A atuação do deputado gerou a solicitação de prisão ao Supremo por parte de integrantes da bancada do PSOL", conforme divulgado.
O site PlatôBR revelou as imagens de Ramagem, intensificando as dúvidas sobre como ele conseguiu viajar ao exterior, considerando as restrições vigentes.
No cenário político, a notícia acentuou as críticas e questionamentos. Um dos líderes do PT já havia procurado o STF e a Câmara para obter esclarecimentos sobre a sua saída do país. A falta de comunicação oficial sobre a ausência do deputado gerou alarde entre os parlamentares.
O silêncio da defesa de Ramagem destaca-se, uma vez que nenhuma declaração oficial foi emitida até o momento.
No entanto, a resposta oficial da Câmara destaca a ausência de autorização para que Ramagem realizasse viagens internacionais, confirmando que a situação será monitorada de perto, dada a gravidade das acusações e a sentença pendente contra o deputado.