
A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta sexta-feira, 14 de outubro, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, visando apurar fraudes bancárias cometidas contra a Caixa Econômica Federal. A suspeita recai sobre uma funcionária da instituição que teria modificado cadastros de clientes, causando um prejuízo estimado em 500 mil reais.
A ação policial cumpre dois mandados de busca e apreensão nos bairros Parque Tamandaré e Centro do município. As ordens judiciais, expedidas pela 2ª Vara Federal de Niterói, também impuseram medidas cautelares à investigada, sem decretação de prisão. A funcionária teria, sozinha, alterado informações cadastrais, reemitindo cartões bancários e realizando saques indevidos.
As investigações iniciaram após relatórios da Caixa detectarem movimentações incomuns, como manipulação sistemática de dados em diversas contas, reemissão de cartões para um único endereço e saques em agências distintas da cidade. Até o momento, foram identificados 52 clientes atingidos e um prejuízo total de 500 mil reais.
"A apuração teve início após relatórios internos da Caixa identificarem movimentações atípicas", destacam as autoridades.
Durante a operação, foram apreendidos dois celulares, dois notebooks e sete cartões bancários em nome de terceiros, além de uma série de documentos. A suspeita poderá enfrentar acusações de inserção de dados falsos em sistemas de informação, peculato e furto qualificado.
As autoridades continuam a investigar os desdobramentos do caso, enquanto a Caixa aguarda posicionamento detalhado dos órgãos competentes. A ação policial traz à tona questões sobre a segurança interna e a necessidade de aprimoramento das práticas para evitar fraudes semelhantes no futuro.
As implicações econômicas e o impacto sobre a confiança dos correntistas estão em análise, conforme apuração interna prossegue.
Os desdobramentos seguem em curso, com atenção aos procedimentos institucionais para mitigar riscos futuros e reforçar a segurança dos serviços oferecidos pela instituição financeira. A Polícia Federal continuará monitorando e atualizando sobre os novos avanços na investigação.