
A porcentagem de profissionais trabalhando em home office caiu para 7,9% em 2024, representando uma redução em relação aos anos anteriores. Em 2024, cerca de 6,6 milhões de pessoas realizavam suas atividades profissionais em casa. Este número era superior a 6,7 milhões em 2022, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estudo revelou que a proporção de trabalhadores em home office era de 8,4% em 2022, caindo para 8,2% em 2023 e chegando a 7,9% em 2024. Essa diminuição contraria a tendência de crescimento observada durante o auge da pandemia de covid-19, quando o trabalho remoto tornou-se uma necessidade. Os dados foram apresentados na pesquisa anual realizada pelo IBGE com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua).
William Kratochwill, analista responsável pela pesquisa, explicou que a categoria de trabalho em casa inclui também aqueles que optam por locais compartilhados, como coworkings. De acordo com Kratochwill, algumas pessoas afirmam que trabalham de casa, mas frequentemente utilizam coworkings para suas atividades.
“As pessoas falam: ‘eu trabalho de casa’, mas não necessariamente ela vai trabalhar em casa, ela pode escolher ir a um coworking”, pondera.
As mulheres representam a maioria dos trabalhadores em home office, somando 61,6% do total. No contexto geral, 13% das mulheres trabalhavam de casa, em comparação com apenas 4,9% dos homens. Esta preferência feminina pelo home office foi impulsionada pela pandemia e pelas novas tecnologias.
Algumas empresas têm manifestado descontentamento com a diminuição do trabalho remoto. No início deste mês, o Nubank anunciou um plano para reduzir o home office, resultando na demissão de 12 funcionários, conforme relatado pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Este movimento é similar à paralisação dos petroleiros realizada em março contra mudanças no teletrabalho.
A diminuição do home office é um movimento que tem causado insatisfação em algumas empresas, segundo relatórios recentes.
O levantamento também destacou o crescente número de trabalhadores em veículos automotores, refletindo o impacto de aplicativos de transporte e a popularidade dos food trucks. Desde 2012, a quantidade de profissionais nesta categoria subiu de 3,7% para 4,9% em 2024, demonstrando o dinamismo do mercado e novas modalidades de prestação de serviços.
Com base nesses dados, verifica-se que 7,5% dos homens trabalham em veículos, enquanto entre as mulheres essa proporção é de 0,7%.