Durante a abertura da Cúpula de Líderes na COP30, em Belém, Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), enfatizou a necessidade de que este evento seja um marco na luta contra o aquecimento global. Ela afirmou que é essencial que a conferência traga mudanças significativas e destacou a Amazônia como um possível símbolo desse compromisso. Celeste Saulo ressaltou que 2025 foi registrado como o ano mais quente da história, com temperaturas médias em janeiro atingindo 1,42ºC acima dos níveis pré-industriais. A concentração de gases de efeito estufa também alcançou 800 partes por milhão (ppm), indicando um futuro climático perigoso. A secretária-geral expressou preocupação com a alta poluição dos oceanos e o aumento contínuo do nível do mar. Além disso, alertou para o rápido derretimento do gelo na Antártida e no Polo Norte, o que influencia drasticamente o clima global. Em relação ao objetivo de manter o aquecimento global em até 1,5ºC, conforme o Acordo de Paris, Saulo mostrou-se cética. Ela declarou que, com os recordes de emissões de gases, será extremamente desafiador atingir essa meta nos próximos anos, enfatizando a importância de cada décimo de grau nas medições dos gases. Apesar do tom pessimista, Saulo reconheceu avanços globais significativos nos serviços climáticos, que já estão influenciando decisões urbanas e destacam o papel crucial das organizações científicas na preparação para as consequências do aquecimento.