O governo do Paraná oficializou neste sábado, dia 8, o estado de calamidade pública para o município de Rio Bonito do Iguaçu, situado na região centro-sul do estado. A medida emergencial foi tomada após um potente tornado atingir a cidade, que possui cerca de 14 mil habitantes, resultando na devastação de aproximadamente 90% das residências e estabelecimentos comerciais localizados na área urbana. O desastre lamentavelmente causou a morte de seis pessoas e deixou 432 feridos.O governador Ratinho Junior informou que a declaração de calamidade pública tem como objetivo principal agilizar os procedimentos de atendimento às vítimas e a liberação de verbas essenciais para a recuperação. Ele também salientou ter instruído a Cohapar a elaborar estratégias eficazes para a reconstrução das moradias danificadas e ressaltou que estão sendo providenciados alojamentos para oferecer suporte e abrigo às famílias impactadas.Ao contrário de uma situação de emergência, que é decretada quando a administração municipal ainda possui capacidade de resposta, o estado de calamidade pública é acionado em cenários onde a magnitude do desastre compromete severamente as capacidades operacionais do poder público, exigindo ações mais abrangentes e imediatas.A decretação do estado de calamidade pública confere ao governo estadual a prerrogativa de instituir procedimentos emergenciais. Isso inclui a possibilidade de dispensa de licitações, a mobilização instantânea de recursos e a solicitação de assistência financeira e material junto ao governo federal.Adicionalmente, com a formalização desta medida, a prefeitura local está habilitada a requisitar, além dos aportes federais, recursos provenientes do Fundo Estadual de Calamidade Pública e a celebrar convênios emergenciais que viabilizem a rápida recuperação da infraestrutura e o apoio à população.Para prestar auxílio às vítimas e para realizar um levantamento detalhado visando à reconstrução das áreas afetadas, equipes do governo federal foram enviadas a Rio Bonito do Iguaçu. A tempestade provocou colapsos estruturais em diversas edificações, danos extensivos à malha viária e à rede elétrica, resultando na interrupção do fornecimento de energia para uma parte significativa dos moradores.De acordo com informações divulgadas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o fenômeno climático foi classificado como um tornado de categoria F3, caracterizado por ventos que atingiram velocidades de até 250 quilômetros por hora, evidenciando a intensidade e o poder destrutivo do evento.