Polícia Civil da Bahia Prende 35 em Operação contra o Comando Vermelho

Um suspeito é morto durante confronto; operação mira núcleo financeiro da facção.

04/11/2025 às 17:19
Por: Redação
**Operação na Bahia detém 35 suspeitos ligados ao Comando Vermelho** *Ação policial visa desmantelar facção criminosa; uma pessoa morreu após confronto* Uma operação da Polícia Civil da Bahia mobilizou forças de segurança para deter 35 indivíduos suspeitos de envolvimento com o Comando Vermelho (CV) nesta terça-feira, 4 de novembro. Nomeada Operação Freedom, a ação visou desmantelar o núcleo armado e financeiro da facção no estado, com colaboração da Polícia Militar baiana, Polícia Civil do Ceará e Polícia Federal. Mandados judiciais foram cumpridos em Salvador, Eusébio, Ilhéus e Aratuípe, enquanto 51 contas bancárias ligadas aos suspeitos foram bloqueadas. Durante a operação, um homem, conhecido por organizar ataques a grupos rivais, foi morto ao reagir à abordagem policial no bairro Uruguai, em Salvador. Este homem, embora não estivesse entre os alvos dos mais de 90 mandados, tinha antecedentes criminais e resistiu à prisão com disparos. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia destacou que a operação resulta de uma investigação iniciada em 2022, associando os detidos a aproximadamente 30 homicídios na capital baiana e à expansão do CV em várias cidades do estado. Em Eusébio, região metropolitana de Fortaleza, um casal foi detido por liderar ações da facção: o homem, de origem baiana, é apontado como responsável pelo tráfico de drogas, enquanto sua companheira organizava as finanças do grupo. Esta operação ocorre em paralelo à recente Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o mesmo Comando, resultando em 64 mortes, incluindo a de quatro policiais. Essa ação, criticada por organizações de direitos humanos, mas apoiada por parte da população, prendeu 113 pessoas em flagrante e visava o líder fugitivo Edgar Alves de Andrade, o Doca. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, classificou a operação como um "sucesso", enquanto a Anistia Internacional condenou os resultados. A diretora-executiva da Anistia no Brasil, Jurema Werneck, questionou o número de mortes em uma operação dita "planejada".

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