Polícia Federal Sugere Proteção para Mauro Cid

Ex-assessor de Bolsonaro pode entrar em programa após delação.

14/11/2025 às 21:14
Por: Redação
A Polícia Federal recomendou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, seja incluído no programa federal de proteção a testemunhas. A sugestão vem após Cid começar a cumprir uma pena de dois anos de prisão em regime aberto, resultante de sua condenação no núcleo 1 da trama golpista. No início do mês, ao decidir pela execução da pena de Mauro Cid, Moraes estabeleceu condições como recolhimento noturno, proibição de uso de redes sociais, de portar armas, e de manter contato com outros investigados na trama golpista. Além disso, determinou à Polícia Federal a implementação de medidas para garantir a segurança de Cid e seus familiares. **Proposta e encaminhamentos** Diante da ordem do Supremo, a Polícia Federal sugeriu que Cid e sua família sejam inseridos no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas. Na última quinta-feira, dia 13, Moraes solicitou à Procuradoria-Geral da República um parecer sobre essa recomendação, que deve ser entregue em até cinco dias. "Nosso objetivo é assegurar a integridade de Mauro Cid, que colaborou com delações ao longo de seu serviço junto a Bolsonaro", sublinhou a Polícia Federal. Por conta das delações, Cid recebeu benefícios como a remoção da tornozeleira eletrônica e a possibilidade de contar com escolta da Polícia Federal, além de manter seus bens desbloqueados. **Expectativas e contexto** Até o momento, nem Mauro Cid nem sua defesa foram encontrados para comentar a possível inclusão no programa de proteção a testemunhas. A Agência Brasil reitera que o espaço permanece aberto para eventuais manifestações. Segundo fontes próximas, a decisão sobre aceitar ou não entrar no programa ainda está sendo avaliada pela defesa de Cid. O caso de Mauro Cid continua chamando atenção, enquanto outras figuras próximas ao ex-presidente também enfrentam investigações e possíveis desdobramentos judiciais. A discussão sobre sua segurança só reforça a complexidade envolvida nas acusações em investigação.

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