Prefeitura fecha bar após morte de cliente em São Vicente

Falta de alvará e apreensão de bebidas motivam ação imediata das autoridades.

28/10/2025 às 16:32
Por: Redação

Fiscalização

Um estabelecimento situado no bairro Catiapoã, em São Vicente, região da Baixada Santista, foi interditado após a morte de Wevelyn Pestana de Brito, de 32 anos, na madrugada do último domingo, dia 26. Conforme relatos dos familiares, ela apresentou mal-estar após consumir três doses de whisky no Bar 75. Ao retornar para casa, seu estado de saúde piorou, com intensificação da dor abdominal, vômitos e irritação severa. O Samu foi solicitado, prestando primeiros socorros, mas Wevelyn chegou ao hospital sem vida, com seu óbito confirmado.

A Prefeitura de São Vicente informou que, ainda no domingo à tarde, foi organizada uma força-tarefa integrada por membros das secretarias de Defesa e Organização Social (Sedos) e Saúde (Sesau), através da Vigilância Sanitária, do Procon-SV, e da Secretaria de Comércio, Indústria e Negócios Portuários (Secinp). A operação contou com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Civil e Polícia Militar, que fiscalizaram o Bar 75.

“Após a fiscalização no local, verificou-se a ausência de alvará de funcionamento, resultando em seu fechamento imediato. Com a colaboração da Polícia Civil, garrafas lacradas e abertas foram apreendidas e serão submetidas a análises laboratoriais”, relatou a prefeitura.

Informações da prefeitura indicam que ainda não há confirmação sobre a causa da morte ou qualquer adulteração na bebida.

“A causa da morte está sob análise do Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Somente após os exames será possível determinar o motivo do falecimento”, comunicou a prefeitura em nota.

Conforme a nota, a fiscalização de bares e adegas pela administração municipal tem sido regular desde os primeiros casos de intoxicação por metanol.

Balanço

A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que 443 casos suspeitos de intoxicação por metanol foram descartados. O balanço da secretaria aponta 44 casos confirmados e nove mortes: quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos na cidade de São Paulo; uma mulher de 30 anos em São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 em Osasco; e um homem de 37 em Jundiaí. Dez casos ainda estão sob investigação, incluindo dois óbitos, sendo um deles de um paciente de 49 anos em Piracicaba e o de Wevelyn em São Vicente.

Segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira, dia 27, o total de mortos no país chega a 15, incluindo seis no Paraná e seis em Pernambuco. Além dos casos em São Paulo, mais oito estão em investigação: quatro em Pernambuco, dois no Paraná, e um em cada nos estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Trinta e duas notificações de óbitos em investigação foram descartadas. O balanço ainda revela que o número de casos confirmados de intoxicação por metanol chega a 58, com 50 sob investigação, enquanto 635 notificações foram descartadas.

Emergência médica

A intoxicação por metanol consiste em uma emergência médica extremamente grave. Quando ingerida, a substância é metabolizada em compostos tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem ocasionar a morte.

Os principais sintomas incluem: visão turva ou perda de visão (podendo levar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Diante da identificação dos sintomas, recomenda-se buscar imediatamente serviços de emergência médica e contatar ao menos uma das seguintes opções:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (ver lista no link: CIATox);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – nacionalmente acessível.

É crucial identificar e informar contatos que tenham consumido a mesma bebida, orientando para procurarem serviços de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e identificação da intoxicação eleva a probabilidade de um desfecho negativo, como o óbito do paciente.

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