Presidente da COP30 instiga nações a alcançarem consenso final

André Corrêa do Lago ressalta a importância do multilateralismo no evento em Belém

21/11/2025 às 16:04
Por: Redação

Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, o presidente do evento, André Corrêa do Lago, fez um apelo às nações na manhã desta sexta-feira, dia 21 de novembro de 2025. Ele destacou a necessidade urgente de se chegar a um consenso que beneficie o planeta como um todo.

 

Na plenária de Belém, onde ocorre a conferência, Corrêa do Lago enfatizou que essa etapa exige cooperação internacional e que a COP30 deve ser vista além de um mero jogo de ganha-perde. Ele reforçou que o foco deveria estar na colaboração e no fortalecimento do regime climático global.

 

Consenso como ferramenta poderosa

Em declarações complementares, o embaixador reconheceu os desafios de colocar as resoluções em prática, mas salientou que o consenso, apesar de complexo, é essencial para o fortalecimento do regime climático. Ele destacou a missão de provar que esta conferência é um exemplo de como o consenso pode ser utilizado como força motriz.


“Sabemos o quanto há de obstáculos para colocar palavras em prática e como é muito difícil chegar a consensos. Mas nós nunca podemos esquecer que o mesmo consenso que às vezes nos exaspera fortalece este regime. Temos que mostrar que esta é a COP em que consenso é força”, declarou.


O objetivo do evento é procurar reduzir divisões decorrentes do Acordo de Paris, promovendo ações verdadeiras e transparentes originadas das delegações participantes. O embaixador traçou três metas principais: fortalecer o multilateralismo, conectar os debates da conferência com a vida das pessoas e acelerar as ações do Acordo de Paris.

 

Importância da Amazônia na COP30

A escolha de Belém como sede da COP30 foi destacada por Corrêa do Lago, que afirmou que realizar o evento na Amazônia envia uma mensagem poderosa sobre a preservação do bioma. A presença do evento na região ajuda a mudar a percepção da relação entre natureza e clima, e a divulgar a importância das florestas.


“Ao organizar esta COP na Amazônia, o presidente Lula quis que o mundo visse não apenas a beleza forte desse bioma incrível, mas também os desafios que nós temos que desenvolver”, afirmou.


O evento não apenas promove a beleza natural da região, mas também aborda os diversos desafios que demandam atenção global. Corrêa do Lago agradeceu a participação e sensibilidade dos presentes, destacando como o entendimento e a proteção das florestas são fundamentais para o futuro.

 

Incêndio como marcador de cooperação

Na abertura da plenária informal, o embaixador tocou no incêndio que devastou parte dos pavilhões na quinta-feira, 20 de novembro. Apesar do revés, ele ressaltou a solidariedade e o espírito de cooperação que surgiu em resposta ao incidente, sugerindo que este espírito deveria também influenciar as negociações finais da conferência.


Após o incêndio, Corrêa do Lago destacou como o evento uniu os participantes, ressaltando a vulnerabilidade compartilhada. Ele expressou gratidão pelo alto nível de profissionalismo e solidariedade demonstrados por todos os envolvidos.


A conferência segue em uma dinâmica de resiliência e união, mesmo diante de desafios inesperados, demonstrando a capacidade das nações de trabalharem juntas em prol de um futuro sustentável e seguro para todos.

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