Procurador do RJ Alerta sobre Crime Organizado

Articulação nacional é essencial, afirma Antonio José Campos Moreira

15/11/2025 às 00:00
Por: Redação
O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, afirmou nesta sexta-feira (14) que é fundamental uma articulação nacional e a implementação de políticas de Estado para enfrentar o crime organizado. O pronunciamento ocorreu durante o Congresso Nacional do Ministério Público, em Brasília. Moreira destacou que a ação coordenada do Ministério Público, com uma estrutura adequada e integrada, é essencial, evitando ações isoladas de seus órgãos. Ele ressaltou a necessidade de uma resposta consistente para evitar a deslegitimação do Estado, diante do expressivo poderio bélico e financeiro das facções criminosas no Rio de Janeiro. ## Gravidade do cenário atual O procurador chamou atenção para o imenso volume financeiro movimentado pelas organizações criminosas, explicitando que este poder corruptor tem potencial para desequilibrar a economia formal. Ele observou que a criminalidade organizada no Brasil é historicamente subestimada, refletindo uma ameaça contínua à segurança pública nacional. > “O que há no Brasil é muito grave. A criminalidade organizada, historicamente subestimada, movimenta quantias vultosas, com enorme poder corruptor, capazes inclusive de desequilibrar a economia formal”, afirmou. Moreira enfatizou que o Ministério Público deve operar com prudência e equilíbrio, mantendo independência e evitando radicalismos ideológicos. Segundo ele, não há espaço para aderir nem a discursos que pregam um processo penal mínimo, nem para concepções que buscam eliminar o direito penal. ## Abordagem equilibrada e desafios O procurador-geral destacou a importância de não sucumbir a decisões extremas e defendeu uma postura integrada e coesa na atuação do Ministério Público. Ele apontou que, além das estratégias de enfrentamento, é crucial que os poderes do Estado atuem de maneira sincronizada para debelar as ameaças impostas pelo crime organizado. > A proposta é de uma abordagem equilibrada, para garantir a eficácia das ações sem comprometer os direitos fundamentais e a estrutura jurídica do País. Concluindo, Moreira ressaltou os desafios contínuos enfrentados pelas autoridades na luta contra essas organizações e a necessidade de ações sustentadas, com uma visão abrangente e colaborativa, visando o fortalecimento das instituições e o avanço rumo a uma sociedade mais segura.

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