Queda Histórica no Número de Desempregados de Longa Duração

Relatório do IBGE destaca redução significativa de 17,8% no terceiro trimestre de 2025

14/11/2025 às 13:48
Por: Redação

O número de trabalhadores que buscavam emprego há dois anos ou mais registrou uma queda de 17,8% no terceiro trimestre de 2025, comparado ao mesmo período de 2024. Esse dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), refletindo a diminuição também naqueles em busca de trabalho há mais de um mês e menos de um ano, marca a mais baixa desde 2012.

Além disso, o levantamento demonstra que não apenas os brasileiros que procuram trabalho há mais de um ano, mas também aqueles na faixa de um mês a menos de dois anos, viram o desemprego recuar. A pesquisa indica que, junto à taxa de 5,6% de desemprego em outubro — a menor já registrada desde o início da série histórica — o quadro geral é de queda em todas as faixas de tempo de procura.

A pesquisa detalhada

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral do IBGE analisa as dinâmicas do mercado de trabalho para jovens a partir de 14 anos. São considerados trabalhadores empregados em diversas formas, incluindo aqueles sem registro formal ou em regime temporário. Apenas aqueles que procuraram ocupação 30 dias antes da pesquisa são classificados como desocupados, abrangendo 211 mil domicílios em todo o país.

"O contingente de desocupados diminuiu em todas as categorias analisadas, representando um marco positivo para o mercado de trabalho brasileiro", destacou o relatório.

No menor segmento temporal, menos de um mês, houve redução de 14,2%, totalizando 1,1 milhão de pessoas, o menor índice desde 2015. Para aqueles entre um mês e menos de um ano, o contingente reduziu em 12,2%, somando 3 milhões de desocupados. Entre um a menos de dois anos, a queda foi de 11,1%, resultando em 666 mil pessoas.

Implicações econômicas

Os dados mostram que a maior concentração dos desocupados está na faixa de um mês a menos de um ano, correspondendo a 50,8% do total. Por outro lado, apenas 19,5% dos desocupados estão nessa situação há dois anos ou mais, indicador mais baixo desde 2015. Essas alterações são reflexo direto das políticas econômicas e oscilam conforme fatores macroeconômicos.

Especialistas sugerem que a dinâmica positiva é resultado de programas governamentais e ajustes econômicos que proporcionaram novas oportunidades no mercado de trabalho.

Com a atual tendência, as perspectivas indicam um cenário econômico mais estável e promissor para os próximos trimestres, com potencial continuação na redução dos índices de desocupação, caso as condições econômicas favoráveis se mantenham.

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