Rogério Andrade Deixará Penitenciária Federal em Mato Grosso do Sul

Decisão judicial possibilita retorno do bicheiro ao sistema prisional do Rio de Janeiro

18/11/2025 às 12:35
Por: Redação
O bicheiro Rogério Andrade poderá deixar a penitenciária federal de segurança máxima em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, após decisão judicial que revogou o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). A Justiça do Rio entendeu que Andrade, preso desde novembro do ano passado, não tem perfil adequado para permanecer nesse sistema e permitirá seu retorno a um presídio do Rio de Janeiro. A decisão foi proferida pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, com o desembargador Marcius da Costa Ferreira destacando que o RDD deve ser aplicado apenas quando absolutamente necessário. Andrade está sob custódia devido a investigações em andamento e suas atividades criminosas, incluindo acusações de homicídio, justificam a permanência sob prisão preventiva. ### Contexto e detalhes do caso A fundamentação para a prisão preventiva de Rogério Andrade se baseia nos riscos concretos à ordem pública e à criminalística, apesar do procedimento ainda em andamento. O desembargador Ferreira ressaltou que a permanência de Andrade no sistema penitenciário federal seria um constrangimento ilegal. > "O custodiado não apresenta perfil compatível aos critérios do sistema penitenciário federal, evidenciando a existência de constrangimento ilegal", diz a decisão. O histórico criminal de Andrade inclui uma longa trajetória de envolvimento com o jogo do bicho no Rio de Janeiro, herdando a posição de seu tio, Castor de Andrade, figura influente na Mocidade Independente de Padre Miguel. ### Disputa familiar e consequências Após a morte de seu tio em 1997, Rogério enfrentou um conflito interno pela herança, que culminou no assassinato de Paulinho de Andrade, atribuído a ele, e outro parente, Fernando Iggnácio, também assassinado em um acerto de contas. > A disputa acirrada por poder e influência envolveu confrontos diretos que escalaram rapidamente para a violência, complicando ainda mais o cenário. Acusado de orquestrar o assassinato de Iggnácio em 2020, ocorrido no Recreio dos Bandeirantes, Andrade foi preso em outubro de 2024, aumentando sua já extensa ficha criminal. O crime foi brutal, com Iggnácio sendo alvejado ao chegar de uma viagem a Angra dos Reis. A morte de Iggnácio representou um divisor de águas nas operações internas do grupo, gerando contínuas ramificações na política do submundo carioca. Especula-se que o desfecho deste processo tenha impactos duradouros sobre a organização e o controle do jogo do bicho no Rio de Janeiro, conforme as instituições de segurança e justiça procuram desmantelar essas redes criminosas com ações incisivas no cenário atual.

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