STF Ouve Defesas de Réus em Trama Golpista

Militares e policial enfrentam acusações graves; advogados buscam absolvição.

11/11/2025 às 18:56
Por: Redação
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, nesta terça-feira (11), às sustentações dos advogados dos dez réus do Núcleo 3 no julgamento da chamada trama golpista. As investigações da Polícia Federal e a denúncia da Procuradoria Geral da República indicam que o ex-presidente Jair Bolsonaro liderou um plano para reverter o resultado das eleições de 2022. Os dez réus incluem nove militares do Exército e um policial federal, acusados de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático. Eles também respondem por golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Defesas buscam absolvição Durante a sessão, a defesa do general da reserva Estevam Theophilo pediu sua absolvição, alegando ausência de envolvimento nos atos golpistas de janeiro de 2023. Segundo a defesa, Theophilo não participou de planos para usar o grupo denominado "kids pretos" em ações para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. "Essa reunião nunca teve algum tipo de excepcionalidade no convite", afirmou o advogado Diego Rodrigues Musy sobre encontros entre Theophilo e Bolsonaro. Investigadores revelaram que, no final de 2022, Theophilo encontrou-se com Bolsonaro, onde teriam discutido medidas como operações de Garantia da Lei e da Ordem. Theophilo era então comandante do Comando de Operações Terrestres, a elite conhecida como "tropa dos kids pretos". Contexto e repercussão As reuniões de Theophilo ocorreram sob conhecimento do então comandante do Exército, Freire Gomes, afirma a defesa. Contudo, o advogado Musy destacou que Theophilo não manteve contatos com outros envolvidos na trama golpista. O general não consta em "nenhum documento desse processo", reafirmou o advogado. "Não há nenhuma mensagem ou prova contra ele." O julgamento prossegue com as sustentações dos demais réus, enquanto, pela manhã, a Procuradoria-Geral da República reiterou o pedido de condenação. As próximas etapas do julgamento determinarão o destino legal dos acusados que atualmente enfrentam o processo.

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