A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomará nesta terça-feira (18) o julgamento que pode decidir o destino de dez integrantes do Núcleo 3, acusados de participação em uma trama golpista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A sessão tem início previsto para as 9h e será marcada pelo voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, responsável por definir a condenação ou absolvição dos réus. Na semana anterior, foram realizadas audiências onde a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a condenação dos envolvidos, enquanto as defesas argumentaram a inocência. O núcleo em questão inclui nove militares do Exército e um policial federal, acusados de crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado, além de danos ao patrimônio público. ## Detalhes do julgamento No grupo de julgadores, ao lado de Alexandre de Moraes, estarão os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Devido à transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma, somente estes quatro ministros tomarão parte na decisão. Entre os principais acusados estão Bernardo Romão Correa Netto, Estevam Theophilo e Fabrício Moreira de Bastos, todos pertencentes às forças especiais do Exército, conhecidos como "kids pretos". A PGR acusa os réus de planejar "ações táticas" para derrubar o governo, incluindo atentados contra o ministro Alexandre de Moraes e figuras do alto escalão político. Os acusados incluem ainda Hélio Ferreira Lima, Márcio Nunes de Resende Júnior, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Ronald Ferreira de Araújo Júnior, Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, além de Wladimir Matos Soares, policial federal, sendo todos parte de um suposto complô golpista detalhado pela Procuradoria. ## Repercussões e outros núcleos No decorrer do processo, o STF já sentenciou 15 indivíduos relacionados à mesma trama: sete do Núcleo 4 e oito do Núcleo 1, liderados por Jair Bolsonaro. O julgamento do grupo 2 está agendado para 9 de dezembro, abordando outro conjunto de envolvidos no esquema. Ainda há o Núcleo 5, com Paulo Figueiredo, residente nos Estados Unidos, para o qual ainda não há data marcada para a análise. Até agora, os diversos julgamentos reafirmam a determinação do STF em responsabilizar os envolvidos nas tentativas de golpe. O tribunal continua a desdobrar o caso buscando aplicar a lei de maneira firme e equânime, respondendo à complexidade e ao impacto das ações imputadas aos conspiradores. O desenrolar dos julgamentos deverá influenciar futuras interpretações legais sobre crimes de tentativa de derrubada de governo no país.