STF Retoma Julgamento Decisivo

Turma avalia núcleo golpista do governo Bolsonaro

18/11/2025 às 17:41
Por: Redação
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento do Núcleo 3 da suposta trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. Neste julgamento estão em foco dez réus, dos quais nove já têm a condenação advogada pelo ministro Alexandre de Moraes, enquanto o general do Exército Estevam Theophilo pode ser absolvido. O julgamento, iniciado na manhã de hoje, agora segue com os votos dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Desde que Luiz Fux foi transferido para a Segunda Turma, o julgamento conta apenas com a presença de quatro ministros. Caso se forme uma maioria pela condenação, partir-se-á para a dosimetria das penas. ### Detalhes do julgamento e acusações Os acusados estão vinculados a diversos crimes, entre eles formação de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. São também apontados crimes de golpe de Estado, dano qualificado por violência e a deterioração de patrimônio protegido. > "Os réus são suspeitos de planejarem ações táticas violentas na intenção de sequestrar e eliminar figuras políticas importantes", afirmou a Procuradoria Geral da República. A origem do núcleo remonta a nove militares do Exército e um policial federal. Os réus são rotulados como "kids pretos", um grupo especializado do Exército, agora sob a mira da Justiça por suas supostas intenções golpistas e planos de ataque a figuras como Alexandre de Moraes, Geraldo Alckmin e Lula. ### Nomes envolvidos e repercussões Entre os réus destacam-se Bernardo Romão Correa Netto, Estevam Theophilo, Fabrício Moreira de Bastos, Hélio Ferreira Lima, Márcio Nunes de Resende Júnior, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Ronald Ferreira de Araújo Júnior, Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros e o policial federal Wladimir Matos Soares. > A ação desses membros, segundo a PGR, mostra intenção clara de disruptar o regime estatal mediante violência, configurando um possível atentado à democracia. O desenrolar desse julgamento pode estabelecer um precedente importante no combate a crimes contra o Estado Democrático e destaca a importância da vigilância contínua sobre as forças armadas em seu papel dentro da ordem democrática.

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