
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma extensão de cinco dias para que o governo do Rio de Janeiro apresente informações detalhadas ao tribunal sobre a Operação Contenção. Esta operação, realizada no dia 28 de outubro, culminou em 121 mortes de supostos integrantes do Comando Vermelho.
O pedido de prorrogação foi aceito após solicitação do governo estadual, que alegou necessidade de mais tempo para compilar os laudos necroscópicos e de balística requeridos pela Corte. A informação é vital para o prosseguimento do processo sob análise no Supremo.
A decisão enfatiza a determinação da Corte em monitorar ações policiais controversas e violentas, alinhando-se a julgamentos anteriores que visam controlar a letalidade em operações. O ministro Moraes responde interinamente por essa questão complexa, que envolve diversos aspectos do sistema de segurança pública no estado.
"Em vista do requerimento, defiro o pedido de prorrogação, determinando o cumprimento da decisão anterior até 17/11/2025", destacou Moraes em sua decisão.
Essa prorrogação faz parte do processo conhecido como ADPF das Favelas (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 635), pelo qual a Corte já impôs várias medidas para mitigar a violência nas ações nas comunidades fluminenses.
Nos bastidores, a extensão do prazo evidencia as dificuldades enfrentadas pelo governo do estado em documentar de forma transparente suas operações. A repercussão política continua a crescer, com implicações para futuras ações de segurança pública e eventuais restrições ou reavaliações de práticas operacionais, buscando maior transparência e respeito aos direitos humanos.
Fontes internas indicam que a ampliação do prazo busca assegurar o fornecimento de informações completas ao STF, essencial para uma avaliação rigorosa e fundamentada.
Avançando, espera-se que essa ação pressione o governo estadual a adotar medidas mais colaborativas e efetivas em futuras intervenções policiais, reforçando a supervisão judicial sobre práticas consideradas excessivamente letais, sendo um marco importante para a revisão das políticas de segurança no Rio de Janeiro.