
Os ministros Dias Toffoli e André Mendonça protagonizaram um acirrado debate nesta terça-feira, 11, durante a sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A discussão ocorreu no julgamento que decidirá se um procurador da República, processado por um juiz, deve enfrentar as acusações como pessoa física ou enquanto agente do Estado.
O desentendimento entre os ministros foi marcado por alegações de deturpação de votos. Toffoli alegou que Mendonça teria manipulado suas palavras, interpretando de forma incorreta suas conclusões no processo em questão, algo que Mendonça prontamente negou.
Mendonça rebateu as acusações, insistindo que citou o voto de Toffoli de forma literal, e sugeriu que seu colega estaria exaltado de maneira desnecessária. Toffoli, por sua vez, justificou sua posição afirmando que se exaltou devido ao que considerou "covardia".
"Vossa Excelência está deturpando meu voto, com a devida vênia. Vossa Excelência está colocando palavras em meu voto que não existiram", acusou Toffoli.
Após o acrimonioso diálogo, a sessão retomou seu curso normal. O ministro Nunes Marques solicitou a suspensão do julgamento para uma análise mais aprofundada do caso.
A reunião desta terça também foi destacada pela primeira participação do ministro Luiz Fux na Segunda Turma do STF. No mês anterior, Fux manifestou seu desejo de deixar a Primeira Turma, a qual é encarregada de casos relacionados à tentativa de golpe ocorrida durante a administração de Jair Bolsonaro.
Ele pediu por uma mudança para a Segunda Turma, justificando seu pedido pela necessidade de ajustar seu foco em julgamentos mais específicos.
O pedido de Fux foi autorizado, marcando assim sua estreia na nova composição do colegiado. As decisões e passos subsequentes dos ministros continuam a ser observados atentamente no cenário jurídico brasileiro.