Em uma entrevista ao programa *The Ingraham Angle* da *Fox News*, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou planos de reduzir as tarifas de importação sobre o café. Apesar da declaração, Trump não especificou quais países produtores serão beneficiados por esta alteração. O anúncio de Trump ocorre num contexto de alta nos preços nos Estados Unidos, e ainda não foram divulgados detalhes sobre a implementação dessa medida. A expectativa é que ela possa aliviar os custos de importação de café e aumentar o volume de entrada do produto no mercado norte-americano. ## Detalhes e repercussões Durante a entrevista, Trump afirmou que a medida visa flexibilizar o comércio e que "tudo isso acontecerá muito rápido e com muita facilidade". Ele destacou que a redução de tarifas é uma estratégia para diminuir os custos de importação e beneficiar os consumidores. > "Vamos reduzir algumas tarifas e vamos deixar entrar mais café. É um processo cirúrgico bonito de se ver", declarou Trump. O impacto econômico dessa mudança, segundo o presidente, será sentido nos preços dos produtos importados, como café e bananas, entre outros itens não cultivados nos EUA. Este ajuste visa proporcionar alívio econômico aos consumidores norte-americanos já no primeiro semestre de 2026. ## Expectativas e mercado A confirmação da estratégia veio também do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na quarta-feira, durante o programa *Fox and Friends*. Bessent reforçou que anúncios substanciais sobre o tema podem ser esperados nos próximos dias. > Bessent assegurou que os preços serão reduzidos "muito rapidamente", sem entrar em detalhes sobre a execução específica do plano. O Brasil é um dos principais exportadores de café para os Estados Unidos e, até 2024, os EUA foram os principais destinos do café brasileiro, importando cerca de 2 milhões de sacas anuais, gerando receitas superiores a 550 milhões de dólares. O café brasileiro compõe mais de 30% do mercado norte-americano, segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé). Enquanto espera uma declaração oficial do governo norte-americano, a Agência Brasil tentou entrar em contato com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Itamaraty, que ainda aguardam novos posicionamentos dos Estados Unidos sobre o tema.