A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, sediada em Belém, está em andamento com um enfoque especial no futuro das crianças e adolescentes. Segundo a ONU, as mudanças climáticas ameaçam empurrar quase 6 milhões de jovens na América Latina para a pobreza. O movimento COP das Crianças busca integrar essas vozes jovens nas decisões do evento. A jovem ativista Catarina Lorenzo, da Bahia, integra a iniciativa destacando que a juventude precisa ser ouvida, pois as ações climáticas necessárias foram negligenciadas. Ela defende a presença de jovens nos debates para garantir que suas perspectivas sejam consideradas. ## Preocupações de gerações futuras Catarina argumenta que as gerações passadas falharam e que a juventude deve estar nos "espaços de poder". "A responsabilidade das decisões recai sobre nós, e devemos contribuir com nossas visões.", afirmou a ativista durante a conferência. > "A gente precisa se mobilizar porque, infelizmente, as gerações passadas já falharam com a gente.", ressalta Catarina Lorenzo. A indígena do Amazonas, Taíssa Kampeba, de 14 anos, também participa, enfatizando que os jovens trazem uma visão única para o problema, diferente da perspectiva adulta. Ela apela por mais escuta das autoridades nas mesas de negociação. ## Participação e influência diretas Taíssa acredita que negociar diretamente com líderes ajudaria a destacar suas preocupações específicas. "Seria maravilhoso se nos escutassem, pois sofremos com as mudanças.", argumentou. > "A gente é um dos que mais sofre com as mudanças climáticas, seria muito importante a gente ser ouvido pelas autoridades.", clama Taíssa. O movimento ganha força com o apoio de familiares, como Catarina Nefertari, do Amazônia de Pé, que defende o papel das crianças como agentes de mudança. Ela destaca a importância histórica de a COP das Crianças ser um marco significativo. > "É histórico ter uma COP das Crianças. A hora de fazer é agora.", afirma Nefertari. Nos próximos dias, está programada uma reunião entre crianças e negociadores para que suas preocupações ganhem peso nas estratégias globais para evitar o aquecimento global. Este encontro visa garantir que a infância seja destaque nas políticas ambientais futuras.