Domingo, 30 de Novembro de 2025

Polícia Desmonta Esquema de Armas Ilegais na Baixada

Operação captura ex-militar responsável por fábrica clandestina

14/11/2025 às 11:23
Por: Redação
A Polícia Civil realizou uma operação nesta quinta-feira (13) para desarticular uma rede de fabricação e comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios bélicos, concentrada na Baixada Fluminense. Entre os alvos estava o ex-cabo do Exército, Carlos Henrique Martins Cotrin, que tentou fugir do local, mas foi detido pela equipe policial. As ações ocorreram simultaneamente no Rio de Janeiro e no Paraná. A operação, coordenada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), visou executar mandados de busca e apreensão em locais vinculados à quadrilha. A investigação teve início após a análise de dispositivos eletrônicos apreendidos em fases anteriores da operação, revelando uma rede complexa e estruturada de produção e venda de armas de uso permitido e restrito. ### Investigações em andamento As investigações apontaram relações entre fabricantes, intermediários e compradores, sendo estes responsáveis pela produção artesanal de pistolas, fuzis e metralhadoras. As transações ilegais oferecem lucros de até 150%, utilizando transportadoras privadas para o envio disfarçado dos armamentos. Instruções para ocultação de conteúdo e remetentes estavam entre os materiais interceptados. “Essa operação é mais uma prova de que inteligência, integração e tecnologia estão no centro da nossa política de segurança. Estamos desarticulando quem fabrica, quem vende e quem financia a violência”, disse o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Os agentes descobriram locais de produção e armazenamento equipados com ferramentas, peças e insumos para a fabricação de armas e munições. Muitas dessas armas eram vendidas sem registros, violando as normas de controle de armas de fogo estabelecidas no país. ### Prisão de envolvidos O delegado Luiz Otávio Franco, responsável pela Desarme, informou que o local de operação de Carlos Cotrin consertava armas para milícias e produzia fuzis para venda online, com preços entre cinquenta e sessenta mil reais. Em outra ação na Baixada, cinco pessoas foram presas, e foram capturadas pistolas, revólveres, fuzis e até um lança-rojão. Ivanklo comercializava armas e munições por meio de grupos de WhatsApp, reutilizando estratégias já identificadas em fases passadas da operação. O apoio da Polícia Civil do Paraná resultou na prisão de Márcio Marcelo Ivanklo, encontrado com mais de 80 armas em casa, incluindo espingardas e pistolas. Ele já possuía antecedentes criminais, sendo preso pela Polícia Federal em 2008. As autoridades seguem com a investigação para desmontar toda a estrutura da rede.

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