Banco Central Mantém Juros em 15% ao Ano

Decisão ocorre em meio a incertezas globais e inflação alta no Brasil.

05/11/2025 às 22:11
Por: Redação
**Banco Central mantém taxa Selic em 15% pela terceira reunião consecutiva** *Decisão ocorre em meio a incertezas econômicas globais e inflação acima da meta no Brasil, segundo comunicado do BC.* O Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, pela terceira vez seguida, devido ao recuo da inflação e à desaceleração econômica. A decisão, unânime pelo Comitê de Política Monetária (Copom), era esperada pelo mercado financeiro. O ambiente externo continua incerto, parcialmente devido à política econômica dos Estados Unidos, afetando as condições globais. Internamente, a inflação ainda supera a meta, apesar da desaceleração econômica, indicando que os juros permanecerão altos por um longo período. Em comunicado, o Copom destacou a necessidade de cautela na política monetária devido ao cenário incerto, considerando que manter a taxa atual prolongadamente é essencial para direcionar a inflação rumo à meta. A possibilidade de elevar novamente os juros não foi descartada pelo comitê, reforçando que essa é a terceira reunião consecutiva com a taxa mantida. Este nível é o mais alto desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. Desde que atingiu 10,5% ao ano em maio do ano passado, a Selic vem subindo, alcançando 15% em julho deste ano. A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação, medida pelo IPCA. Em setembro, o índice subiu para 0,48%, acumulando uma alta de 5,17% em 12 meses, acima do teto da meta. O IPCA-15 de outubro mostrou desaceleração, com queda nos preços dos alimentos pelo quinto mês consecutivo. O modelo de meta contínua de inflação, em vigor desde janeiro, estabelece uma meta de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A meta é verificada mensalmente, a cada 12 meses acumulados. O último Relatório de Política Monetária do BC reduziu a previsão do IPCA para 2025 a 4,8%, que pode ser revista dependendo de fatores como o valor do dólar. O mercado, segundo o boletim Focus, estima a inflação oficial em 4,55% para o final do ano. Com juros mais altos, o crédito torna-se mais caro, reduzindo produção e consumo, o que pode frear o crescimento econômico. No último relatório, o BC diminuiu a projeção de crescimento econômico para 2025 de 2,1% para 2%. Por outro lado, a expectativa do mercado é de uma expansão de 2,16% do PIB no mesmo ano. A taxa Selic serve de referência para as demais taxas de juros da economia e ajuda a controlar a demanda e os preços. Reduzir os juros pode incentivar consumo e produção, mas exige que o Banco Central esteja seguro sobre o controle dos preços.

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