O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a sancionar o Projeto de Lei nº 1.087/2025, que visa isentar do imposto de renda cidadãos que recebem até cinco mil reais mensais. A sanção está prevista para ocorrer após seu retorno da Cúpula do Clima em Belém. A proposta também ajusta alíquotas para rendimentos entre cinco mil e sete mil e trezentos e cinquenta reais, enquanto aumenta a tributação sobre rendas superiores a seiscentos mil reais anuais, visando um efeito redistributivo que poderá impulsionar o consumo das famílias e promover o crescimento econômico. Economistas preveem que o PIB poderá crescer até 0,2 ponto percentual por ano. Especialistas, como Pedro Humberto de Carvalho do Ipea, destacam o alívio financeiro para as classes médias, que devem ter um incremento mensal significativo. Entretanto, há preocupações sobre possíveis pressões inflacionárias em setores como comércio e turismo. Victor Pagani do Dieese acredita que a inflação está sob controle, e a medida deve focar em reduzir a desigualdade econômica ao reforçar a tributação baseada na capacidade contributiva. O advogado Bruno Medeiros Durão observa que a correção do Imposto de Renda é positiva, mas defende que tributar lucros e dividendos é crucial para uma justiça fiscal plena. Ele sugere a correção anual da tabela do imposto para refletir a inflação. Espera-se também que a medida ajude a reduzir o endividamento familiar, um problema crescente segundo dados do Peic. Essas mudanças fiscais prometem ser centrais nas eleições de 2026, com a taxação dos "super ricos" emergindo como um tema decisivo das campanhas.