Após um período de otimismo, o mercado financeiro enfrentou um dia de ajustes com a bolsa registrando uma leve queda depois de 15 altas consecutivas. Essa quebra na sequência de recordes foi observada nesta quarta-feira, quando o índice Ibovespa fechou aos 157.633 pontos, uma redução mínima de 0,07%. O pregão da bolsa chegou a abrir acima dos 158 mil pontos, antes de recuar pela tarde, atingindo uma baixa de 0,74% às 14h23. No entanto, o Ibovespa conseguiu se recuperar parcialmente nas horas seguintes, quase anulando a perda inicial. Esta série de 12 recordes foi a maior desde dezembro de 1993 e janeiro de 1994, quando ocorreu uma sequência de 19 sessões de alta. ### Impacto no câmbio e fatores externos A correção no mercado também foi visível no câmbio, com o dólar comercial fechando esta quarta-feira cotado a 5,29 reais, um aumento de 0,019 reais (+0,37%). Durante a manhã, a cotação chegou a cair para 5,26 reais, mas inverteu a tendência devido a pressões externas, enquanto moedas de países emergentes também se desvalorizavam. > As ações da Petrobras foram um dos principais fatores para a queda da bolsa, decorrentes do recuo nos preços internacionais do petróleo. Os papéis ordinários da Petrobras tiveram uma queda de 2,99%, enquanto as ações preferenciais, que têm prioridade na distribuição de dividendos, perderam 2,56%. Essa movimentação refletiu diretamente nos resultados da bolsa, interrompendo a longa sequência de ganhos. ### Movimentos recentes e perspectivas O dólar havia caído por cinco sessões consecutivas até a terça-feira, quando fechou em 5,27 reais, o menor valor desde junho do ano anterior. Com o resultado desta quarta, a moeda dos Estados Unidos acumula uma queda de 1,64% em novembro e de 14,34% em 2025. > A valorização acumulada do Ibovespa desde 21 de outubro atingiu 9,48%, com um ganho total de 31,15% ao longo de 2025. Especialistas observam que os ajustes observados refletem um movimento natural do mercado após uma longa sequência de ganhos, sendo influenciados por fatores externos e pela dinâmica das principais ações negociadas, como as da Petrobras. O mercado continua monitorando a evolução dos preços internacionais e as flutuações cambiais.