Mercado prevê inflação de 4,55% para o Brasil

Banco Central projeta menor crescimento do PIB e redução da Selic até 2028.

03/11/2025 às 13:56
Por: Redação
O mercado financeiro revisou sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial no Brasil, de 4,56% para 4,55% neste ano. Essa atualização foi detalhada no boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 3 de novembro, com base na percepção de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Para o ano de 2026, a previsão de inflação se manteve em 4,2%, enquanto para 2027 e 2028, os números esperados são 3,8% e 3,5%, respectivamente. Atualmente, a projeção para 2025 ainda supera o teto da meta de inflação estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O índice IPCA acumulou alta de 5,17% nos últimos 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). A inflação em setembro teve um incremento de 0,48%, impulsionado principalmente pelos custos da energia elétrica. A taxa básica de juros, a Selic, permanece fixada em 15% ao ano conforme a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O comitê almeja manter essa taxa por um período prolongado para assegurar que a meta de inflação seja atingida, considerando tanto as incertezas do cenário econômico global quanto o crescimento interno moderado. No decorrer desta semana, nos dias 4 e 5, o Copom realizará nova reunião para avaliar a Selic. Até o final de 2025, espera-se que a Selic se mantenha em 15% ao ano, com previsão de que caia para 12,25% em 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa é de que a taxa diminua para 10,5% ao ano e 10%, respectivamente. Manter uma Selic elevada visa conter a demanda aquecida, uma vez que juros altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Contudo, fatores como o risco de inadimplência e as despesas administrativas também influenciam as taxas cobradas aos consumidores, podendo impactar o crescimento econômico. Com a redução da Selic, o crédito tende a se tornar mais acessível, incentivando produção e consumo. No âmbito do crescimento econômico, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano está em 2,16%. Para 2026, a previsão é de um crescimento de 1,78%, com ligeira melhora para 1,9% em 2027 e 2% em 2028. No segundo trimestre deste ano, o PIB teve expansão de 0,4%, impulsionado pelo setor de serviços e indústria. Enquanto isso, a cotação do dólar é projetada para encerrar o ano em 5 reais e 41 centavos, com um aumento para 5 reais e 50 centavos até o fim de 2026.

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