Amazônia Imersiva Proporciona Viagem Sensorial Única

Tecnologia e tradição indígena criam experiência inovadora.

28/10/2025 às 14:38
Por: Redação

A exposição "Amazônia Imersiva: narrativas indígenas" foi inaugurada na última segunda-feira, dia 27, no Centro de Realidade Estendida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). O evento, gratuito, destaca a história e vivências do povo indígena Mura, originário da Amazônia. O projeto foi desenvolvido por Humberto Salgueiro, ex-aluno da PUCPR, em colaboração com os músicos e irmãos Darlison e Lucas Meireles, descendentes do povo Mura residentes na região norte do Paraná.

Os visitantes poderão conferir a mostra até o dia 11 de novembro.

“A gente uniu esse intercâmbio cultural de trazer lá do norte do estado a história do povo Mura, aqui para Curitiba”, afirmou Salgueiro à Agência Brasil. “A gente tem sessões o dia inteiro, das 9h às 21h”.

As pessoas interessadas na experiência devem acessar o site oficial do evento e agendar seu horário e data para participação. A classificação etária é livre.

A iniciativa é uma parceria entre a produtora Click Arte Cultura e Educativos e o coletivo Puxirum, que significa trabalho coletivo na língua Mura.

“O nome Puxirum que a gente traz no projeto é sobre um mutirão, um coletivo. A gente traz essa história, passada de gerações a gerações, porque é uma herança do povo Mura”. O projeto foi viabilizado por meio da Lei Aldir Blanc de Incentivo à Cultura. ‘É um projeto financiado pelo estado do Paraná”.

Tecnologia imersiva

A mostra combina tecnologia imersiva com os conhecimentos dos irmãos Meireles, incluindo projeção 360º, cenografia e iluminação especiais, “e também cheiros da floresta”, destacou Humberto Salgueiro.

“Então, a gente trouxe essa experiência sensorial de várias formas”. A iluminação interage com o som. “A gente monta a floresta, tem a cenografia das plantas. A iluminação começa diurna”.

Os sons emanam do teto e das paredes. Ouvem-se cantos de pássaros e sons de animais diurnos. Com o entardecer e a chegada da noite, os sons mudam para grilos e animais noturnos.

“A gente trouxe essa experiência para as pessoas verem e sentirem um ambiente bem diferente do que estão acostumadas”. A mostra também aborda a chegada dos europeus à Amazônia, os impactos sobre os Mura e a dispersão desse povo.

Os idealizadores planejam levar a exposição sobre o povo Mura para outras regiões do Paraná e do Brasil. “Acho que esse projeto pode expandir e trazer mais culturas para dentro dele”. Salgueiro acredita que a tecnologia pode facilitar o conhecimento sobre os povos originários da Amazônia. “Às vezes, fica muito mais atrativo as pessoas quererem participar de uma atração imersiva e conhecer esses povos originários, ribeirinhos, essa cultura que o nosso Brasil tem. É importante valorizar a cultura brasileira”.

O povo Mura permanece vivendo na Amazônia, especialmente na localidade de Autazes, no estado do Amazonas, próximo ao Rio Madeira. A exposição busca ainda atuar como um instrumento de educação ambiental e valorização da cultura indígena. Na abertura, estudantes de escolas públicas ficaram impressionados com os aromas do ambiente e puderam conhecer elementos da natureza, como a árvore Pau-brasil, símbolo do país.

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