Belém na COP30: Herança Tupinambá e Soluções Climáticas

Cidade amazônica será palco de debates globais com base em conhecimentos ancestrais

02/11/2025 às 12:23
Por: Redação
Fundada em 1616 como Belém, mas anteriormente conhecida como Mairi, a cidade amazônica será o cenário da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para ocorrer entre 10 e 21 de novembro. Sua rica história foi destacada por Michel Pinho, historiador, que enfatiza a ocupação humana no território há mais de 11 mil anos. Pinho ressalta que "esta região da Amazônia é densamente povoada, com intenso desenvolvimento ao longo dos rios e igarapés", conforme comprovam estudos de arqueólogos como Marcos Magalhães, do Museu Emílio Goeldi. Mairi, o antigo nome, simboliza um grupo de pessoas congregadas entre o Rio Guamá e a Baía do Guajará, um local estratégico em termos de locomoção, proteção e subsistência. Francisco Caldeira Castelo Branco, após reconquistar o Maranhão dos franceses, estabeleceu a cidade de Nossa Senhora de Belém do Grão Pará ao chegar em Mairi no Natal, como parte de uma estratégia de colonização portuguesa. Apesar dos confrontos entre os tupinambás e os colonizadores, a cultura e o conhecimento dos povos originários permanecem vivos. Pinho observa que "a ocupação tupinambá se mantém na prática cotidiana, especialmente no cultivo do açaí e na pesca que perduram até hoje". Elementos linguísticos tupi integram o vocabulário local, como "carapanã", conhecido como pernilongo no resto do país. Para Pinho, o passado amazônico oferece lições importantes para a sustentabilidade atual, ressaltando que a COP30 deve abraçar práticas históricas de equilíbrio ambiental. Durante o evento, Pinho conduzirá uma aula aberta, "Belém na COP30: passado, presente e futuro", destacando pontos históricos e culturais da cidade. A atividade educativa ocorrerá em 16 de novembro, com saída do Forte do Presépio às 8h15.

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