
A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON), juntamente com fiscais da Vigilância Sanitária de Campo Grande/MS (VISA), do Conselho Regional de Farmácia (CRF) e do PROCON/MS, conduziu uma operação em uma drogaria localizada na Avenida dos Cafezais, bairro Jardim Paulo Coelho Machado. O objetivo era verificar uma denúncia sobre a venda de medicamentos sem prescrição.
O Conselho Regional de Farmácia reportou que, em outubro de 2024, uma pessoa comprou Clonazepam na farmácia sem receita e sem orientações, após retirar o medicamento de um quarto separado. O uso sem controle culminou em surtos e uma tentativa de suicídio.
A inspeção detectou múltiplas irregularidades como produtos vencidos, ausência de farmacêutico, condições precárias na área de injeções devido à superlotação do descarte de resíduos, e falta de registro, comprometendo a rastreabilidade. Medicamentos que necessitam de receita estavam descartados incorretamente, e identificou-se a venda proibida de Meloxican.
Adicionalmente, uma investigação descobriu um depósito de medicamentos sob uma escada no condomínio, sem ventilação e refrigeração, contendo medicamentos controlados que requerem prescrição e ampolas de anabolizantes não autorizados no país.
Diante das falhas, a responsável foi detida pela DECON e acusada segundo a Lei nº 8.137/1990 por crimes de consumo e o artigo 334-A do Código Penal por contrabando, crimes que podem levar a mais de 4 anos de prisão, impossibilitando fiança na esfera policial.